Notícia

Semana Mundial de Consciência sobre o Sal

13 março 2014

13 março 2014

Macarrão instantâneo é grande vilão, por isso, a PROTESTE desaconselha o consumo deste alimento e de vários outros que estão presentes na mesa dos brasileiros diariamente.

Na Semana Mundial de Consciência sobre o Sal, celebrada de 10 a 16 de março, a PROTESTE, que sempre se preocupou em apurar os níveis de sódio presentes nos alimentos, alerta para o excesso deste mineral detectado em teste de macarrão instantâneo e desaconselha o consumo.

O consumo excessivo de sódio causa sérios riscos à saúde, por isso, a campanha mundial alerta que a maior parte do sal que consumimos já está presente nos alimentos que compramos. Um adulto deve consumir, no máximo, 2 g de sódio, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O sódio está presente no sal e é um dos principais responsáveis por problemas renais, hipertensão e doenças cardiovasculares, que matam, em média, 315 mil pessoas todos os anos no país. 

Os acordos assinados desde 2011 entre governo e fabricantes preveem uma redução na quantidade do mineral muito tímida. Assim, não se espera, em médio prazo, um resultado impactante na saúde pública. As metas acertadas entre governo e indústria estão acima da média do que já é praticado pelo mercado e não trazem resultados representativos para a saúde do consumidor.

Em abril de 2011, o acordo com a indústria foi para a redução do sódio em 16 categorias de alimentos, incluindo macarrões instantâneos, pães de forma e bisnaguinhas. Mas o  macarrão instantâneo ainda é um dos alimentos que apresentam elevados teores de sódio.

No último teste feito com dez marcas do produto, os resultados foram alarmantes. Por isso, a PROTESTE encaminhou os resultados das análises à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde, para que avaliem a conduta dos fabricantes.

No caso das massas instantâneas, a quantidade de sódio fixada no acordo foi limitada a 1.920,7 miligramas (ou 1,9 grama). O problema é que foi pactuada a redução em cima do teto, e não a partir do teor médio de sódio presente nos produtos atualmente. Ou seja, boa parte das empresas já segue as metas propostas e esses teores ainda são considerados altos.

As análises foram de amostras prontas para o consumo de macarrão instantâneo sabor galinha, preparadas conforme as instruções do rótulo. Os produtos apresentaram, em média, 1,6 g do mineral. Em uma única refeição, se consome quase a quantidade recomendada para um dia inteiro. Na análise, a marca Bom Preço, por exemplo, atingiu o limite de 2 g.

Os brasileiros cometem excessos à mesa, abusando do sal, mas os fabricantes também têm sua parcela de culpa ao continuar produzindo alguns alimentos com altos teores de sódio.

Na lista dos alimentos que englobam o acordo mais recente, estão os alimentos:

  • Requeijão cremoso.
  • Sopa instantânea.
  • Sopa pronta para consumo e cozimento.
  • Queijo mozarela.
  • Empanados.
  • Hambúrguer.
  • Presunto embutido.
  • Linguiça frescal.
  • Linguiça cozida à temperatura ambiente e mantida sob refrigeração.
  • Salsicha.
  • Mortadela mantida sob temperatura ambiente e refrigeração. 

Imprimir Enviar a um amigo