Notícia

Usar álcool em casa é arriscado

04 junho 2007

04 junho 2007

Entidades criam frente de combate aos acidentes com o produto, para que ele deixe de ser usado na limpeza.

A PROTESTE comprovou, em teste, o perigo do uso do álcool usado na limpeza doméstica. O produto pode se incendiar facilmente, mesmo na versão em gel, um perigo, sobretudo para as crianças. A análise envolveu 18 marcas do produto disponíveis no mercado brasileiro, metade em gel e metade na forma líquida. Foi avaliada a segurança proporcionada ao consumidor, entre outros itens.

Devido à baixa temperatura a partir da qual todas as marcas testadas podem pegar fogo em contato com uma chama, nenhum produto passou de “aceitável” na avaliação final. Nem mesmo a versão em gel, desenvolvida para reduzir o perigo de o álcool causar incêndios, provou ser segura para o uso doméstico, pois a temperatura em que pega fogo é igual à do líquido de mesmo grau alcoólico.

Os resultados foram preocupantes por ser um dos produtos para limpeza mais usados nos lares brasileiros, vendido em qualquer estabelecimento, sem controle ou fiscalização. Pode pegar fogo com grande facilidade e até explodir, a partir de temperaturas relativamente baixas, quando em contato com uma chama.

A PROTESTE recomenda ao consumidor optar por um produto de limpeza não-inflamável. As avaliações demonstraram que manter uma garrafa de álcool em casa é brincar com fogo, em especial o produto líquido, que é uma das principais causas de queimaduras em crianças.

Preocupada com a ameaça que o produto pode representar para a vida do consumidor e de seus familiares a PROTESTE, juntamente com a ONG CRIANÇA SEGURA, Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Paulista de Medicina (APM), e Sociedade Brasileira de Queimadura, está intensificando a campanha contra o uso do álcool em ambiente doméstico.

Nesta segunda etapa da campanha, que já estende por mais de um ano, foi criada a Frente Nacional de Combate aos Acidentes com Álcool para ampliar a adesão da sociedade. Trata-se de uma campanha permanente para conscientizar os brasileiros para os riscos desse produto no intuito de eliminar seu uso doméstico.

Reivindicações da campanha

- Urgência na votação pelo Congresso dos projetos de lei sobre restrições a venda do álcool, que foram unificados.
- Revisão pela Anvisa das normas sobre a comercialização do produto, em todas as suas versões, para que todas as formas de álcool, deixem de entrar nas casas do brasileiro.
- Debate para criação de uma política de combate e prevenção do uso do álcool em ambiente doméstico.
- Criação de um cadastro nacional de registros de casos de queimaduras por álcool.

Assessoria de Imprensa: Vera Lúcia Ramos (jornalista) DRT 769 e Ana Wastphalen (estagiária)
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