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Veja como você pode evitar a ressaca
Entenda como o processo acontece no organismo e as alternativas que podem impedir aquele mal-estar no dia seguinte, típico de uma intoxicação por álcool. 
21 maio 2018 |
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Não adianta colocar a culpa no bolinho de bacalhau ou na batata frita que você comeu na noite anterior. A dor de cabeça, a tontura, a fadiga e a náusea que você sente na manhã seguinte após uma noite de excessos são sintomas típicos de uma intoxicação por álcool. É a famosa ressaca. 

Ela começa a surgir cerca de seis a oito horas após o consumo e a metabolização do álcool, podendo durar intermináveis 24 horas. O surgimento dos sintomas e a intensidade deles estão diretamente associados ao organismo de cada pessoa, além de fatores psicológicos e do contexto sociocultural. E, claro, quanto mais álcool você ingerir, mais sofrerá no outro dia. 

 Vale lembrar ainda que as bebidas destiladas (cachaça, uísque e vodca) tendem a entrar mais rápido na corrente sanguínea do que as fermentadas (cerveja e vinho, por exemplo). Por isso, são mais perigosas. 

 

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Por que acontece?

O curioso é que os efeitos da ressaca só começam a aparecer após a eliminação do álcool pelo organismo. Mais intrigante ainda é que a ciência não encontrou um consenso para explicar todo o processo da ressaca. As principais teorias defendem que ela é resultado dos efeitos diretos do álcool em diferentes sistemas do organismo.

Ele aumenta a concentração de substâncias inflamatórias, levando à mudança de humor. Também altera hormônios que regulam o sono, assim como o nível de açúcar no sangue, causando fraqueza e cansaço.

Outra hipótese seria a de que a ressaca é uma crise de abstinência alcoólica. Ou fruto dos efeitos do acetato, uma substância na qual o álcool é transformado pelo nosso organismo. Em altas concentrações, o acetato não consegue ser totalmente processado e gera os sintomas da ressaca.

É com base nessa teoria que se justifica a sabedoria popular: não beba de estômago vazio! Por fim, há quem defenda que a ressaca seja consequência dos efeitos de aditivos nas bebidas alcoólicas.

Acredita-se que o consumo de bebidas com alta concentração de aditivos (vinho tinto, uísque, conhaque e tequila) aumente a frequência e a intensidade dos sintomas da ressaca, se compararmos com as bebidas tidas como ‘claras’ (rum, gim e vodca), em geral, com pouca quantidade dessas substâncias. 

Tome água e descanse

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Sejamos sinceros: os dois únicos métodos eficazes para evitar a ressaca são a abstinência e o consumo moderado. Não é bobagem, não. Um estudo feito por pesquisadores ingleses sugere que não existem evidências convincentes de que os tratamentos contra os efeitos do álcool sejam eficazes.

 Dessa forma, a recomendação é: não estresse ainda mais o corpo, que já está debilitado. Atenda às exigências de seu organismo e fique em casa, no silêncio e no escuro, descansando

Lembre-se de tomar muita água e suco de frutas para repor vitaminas e sais minerais perdidos durante o processamento do álcool. E não sobrecarregue seu corpo com alimentação pesada, de difícil digestão. Prefira refeições leves.

Será que alguns hábitos podem prevenir mesmo a ressaca? 

Remédios que prometem reduzir os efeitos da ressaca – Eles não são os mais indicados. A hidratação antes, durante e após a ingestão de álcool é a melhor forma de restabelecer, aos poucos, o organismo, diminuindo as sensações desagradáveis. Em geral, são medicamentos seguros, mas seu uso deve se restringir ao período de ressaca propriamente dito. E, como todo remédio, têm efeitos colaterais e podem interagir com outros medicamentos.

 

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Beber café – A cafeína atua no sistema nervoso central e pode trazer uma sensação de revigoramento e redução da fadiga. O café bloqueia os receptores de adenosina, uma substância que, em excesso, pode ser prejudicial. Um recente estudo sugere que a cafeína é um bom tratamento para a ressaca.

Tomar analgésicos – Esses medicamentos não vão agir na causa da ressaca. A recomendação é hidratar-se bem e fazer refeições saudáveis em vez de sobrecarregar o fígado com remédios. Não tome paracetamol nesses momentos, pois ele pode ser tóxico ao fígado quando misturado ao álcool.

 Hidratação é fundamental – O álcool inibe o hormônio antidiurético, o que aumenta a quantidade de urina. A perda de água por conta de diarreia e vômito pode aumentar a desidratação e as consequências são boca seca e fraqueza. A hidratação pode atenuar o mal-estar da ressaca, mas não alivia por completo seus sintomas.

Comer antes – O álcool compromete a capacidade de o fígado repor a glicose. Assim, a ingestão de alimentos que aumentem os níveis de açúcar no sangue pode diminuir a sensação de fadiga e fraqueza oriundas causadas pela ressaca. 

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