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Angina: crise pode indicar doença cardíaca mais séria

05 maio 2015

05 maio 2015

Embora as crises de angina possam durar poucos minutos, busque atendimento médico o quanto antes. Só assim será possível investigar e tratar um problema mais grave.

Sensação repentina de pressão no peito, queimação no tórax, falta de ar e náusea. Caso tenha esses sintomas, é importante buscar ajuda médica imediatamente, pois podem ser uma indicação de que há algo de errado com o seu coração. 

Esses são os principais sinais de uma crise de angina, que surge quando uma ou mais artérias se estreitam, dificultando a passagem do sangue até o músculo cardíaco, que passa a trabalhar com esforço redobrado.


É fácil confundir a angina com o infarto, pois os sinais são semelhantes. Entretanto, na angina o mal-estar costuma se resolver em questão de minutos, enquanto o desconforto do infarto, mais grave e que pode resultar em morte caso não seja tratado imediatamente, pode se estender por horas.  


Sedentarismo, tabagismo e estresse entre fatores de risco

Os principais vilões das crises de angina são aqueles velhos responsáveis por toda uma gama de doenças – sedentarismo, excesso de peso, diabetes, colesterol ou pressão arterial alta e tabagismo, este último aumentando, por si só, em três vezes o risco de sofrer infarto, para quem fuma 20 cigarros por dia.

Exercício físico exagerado também pode desencadear crise


Ainda assim, pessoas que não têm estilos de vida e alimentação saudáveis podem passar por crises ao exagerarem no esforço físico, como ao correr ou levantar peso, assim como em momentos de muita emoção (estresse, raiva, excitação), e até mesmo após uma refeição particularmente pesada.


Atenção aos principais fatores de risco, tanto para a angina quanto para doenças mais sérias do coração, como infarto:

  • Cigarro;
  • Dietas ricas em gordura saturada;
  • Estresse e depressão;
  • Pressão alta e diabetes;
  • Obesidade;
  • Histórico familiar.


Dor pode não ter relação com angina ou doença cardíaca

Um fator que leva muita gente a perigosamente subestimar os sintomas é que os mesmos podem não ter qualquer relação com a angina ou com outras doenças cardiovasculares. Ou seja, o mal-estar pode ser resultado de refluxos gástricos, úlceras, infecções pulmonares e, em certos casos, crises de ansiedade.


Busque atendimento médico para investigar causas da dor

Entretanto, continua sendo muito importante buscar ajuda médica para esclarecer os verdadeiros motivos da dor, já que, por outro lado, podem ser um indicador real de diversas e sérias doenças do coração, como hipertensão e doenças da válvula cardíaca, além de hipertensão pulmonar. 


Para chegar a um diagnóstico de angina, cuja intensidade e frequência das crises podem variar de pessoa para pessoa, nem sempre o relato do paciente, com o auxílio de um eletrocardiograma, é o suficiente. Além da avaliação de fatores como duração, intensidade e localização da dor, pode ser preciso realizar diversos exames, como raio X de tórax, teste ergométrico e ecocardiograma, entre outros.

Medicamentos e estilo de vida saudável como prevenção

A boa notícia é que, uma vez diagnosticada, as crises podem ser reduzidas ou até mesmo prevenidas por uma série de substâncias, como nitratos, isossorbida e betabloqueadores. Em casos mais graves ou que afetem a qualidade de vida, recomenda-se dois procedimentos cirúrgicos relativamente descomplicados, angioplastia ou ponte de safena, que visam desobstruir ou criar novos atalhos entre as artérias, liberando, com isso, o fluxo de sangue até o coração.


Siga, ainda, as dicas abaixo para prevenir doenças do coração e ter uma vida mais saudável. 

  • Adote uma dieta equilibrada (evitando o excesso de sal e gorduras trans e saturadas, presentes em alimentos industrializados, frituras, leites e carnes gordas;
  • Largue o cigarro e beba álcool com moderação;
  • Tente relaxar durante o dia, praticando alguma atividade física ou técnicas de relaxamento;
  • Faça uma avaliação médica periódica.

 

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