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Apoio, sim; pressão, não

06 setembro 2012

06 setembro 2012

O diálogo familiar facilita a adesão do alcoólatra ao tratamento. 

O alcoolismo é uma dependência física e psicológica que afeta o comportamento do dependente. Conviver com um alcoólatra pode ser muito difícil e, às vezes, na tentativa desesperada de fazê-lo parar de beber, muitos familiares tentam interferir em suas atitudes. Os conselhos, os apelos e as ameaças são interpretados pelo dependente como uma grande pressão, que o faz beber mais ainda. A doença atinge toda a família e se todos não receberem a devida atenção, o dependente pode encontrar mais dificuldades para controlar o vício. Mas existem algumas atitudes que podem melhorar o diálogo dentro de casa e facilitar a adesão ao tratamento. Confira.

Não pague as dívidasEvite cobrir cheques sem fundos e dar dinheiro ao alcoólatra. Mentir para encobrir os deslizes dele é um erro. Por mais doloroso que seja, deixe ele sentir na pele as consequências dos próprios atos.

Não gaste suas energias – Ao ver um familiar embriagado, sua primeira reação pode ser de ódio, explosão, tristeza... Mas não adianta gritar e discutir com uma pessoa nesse estado. Espere o efeito do álcool passar para tentar conversar.

Prepare-se para as recaídas – Elas estão previstas no tratamento do alcoolismo. Tenha em mente que voltar a beber em uma situação faz parte do processo e não significa que tudo está perdido.

Procure todo tipo de ajuda – Grupos de mútua ajuda, como Alcoólicos Anônimos (AA) e Al-Anon, e encontros religiosos também são importantes para parentes e amigos.

Pense mais em você – O dependente causa um abalo na vida de seus familiares e estes acabam abandonando algumas de suas atividades. Procure retomá-las e cuide mais de si mesmo. Afinal, você só poderá ajudar alguém se estiver bem.

Jamais trate mal um alcoólatra - É preciso reconhecer que o alcoólatra é uma pessoa doente e que seu comportamento, por pior que seja, é parte do seu quadro clínico.


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