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Aprenda a conviver com o TDAH

24 setembro 2014
Aprenda a conviver com o TDAH

24 setembro 2014

Motivo de angústia para muitos pais, este problema pode ser controlado com psicoterapia e medicamentos, proporcionando à criança melhora da atenção e controle da impulsividade.

O TDAH é um transtorno neurobiológico, que se caracteriza por sinais de desatenção, inquietude e impulsividade. E inclui em seus sintomas uma dificuldade para se manter focado e prestar atenção, bem como para controlar o comportamento e o excesso de atividade (hiperatividade).


O TDAH é resultado de uma combinação de fatores. Além da genética, aspectos ambientais, lesões cerebrais, questões nutricionais e ambiente social contribuem para a doença. A evolução dos sintomas está relacionada aos neurotransmissores presentes nos lobos frontais do cérebro – uma área responsável pela inibição do comportamento, capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.


Os sintomas geralmente aparecem no início da vida, muitas vezes entre os 3 e 6 anos de idade, e como eles variam de pessoa para pessoa, o TDAH pode ser difícil de diagnosticar. Em algumas situações, o diagnóstico só vem na vida adulta. Nesses casos, pode trazer uma sensação de alívio, pois permite que ela consiga lidar com suas dificuldades. Por isso, quanto mais cedo, o problema for detectado, melhor. Para o diagnóstico em uma criança, verifica-se se ela possui sintomas de desatenção e características de impulsividade e hiperatividade.


O diagnóstico correto requer uma investigação médica, neuropsicológica, educacional e social e deve ser cuidadoso, já que não existem exames específicos. Avaliações precipitadas podem gerar falsos positivos e a indicação desnecessária de medicamentos.


A maioria das pessoas com TDAH pode ter sucesso na escola e levar uma vida produtiva. Os tratamentos disponíveis focam na redução dos sintomas. E incluem medicamentos, psicoterapia, abordagens educacionais ou uma combinação destes. A terapia mais indicada é a cognitivo comportamental, que pode envolver uma assistência prática ou trabalhar eventos emocionalmente difíceis. O tratamento com o fonoaudiólogo é indicado quando há transtorno de leitura (dislexia) ou transtorno da expressão escrita (disortografia), que podem ser agravados pelo TDAH.


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