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Autismo: sinais devem ser detectados cedo

05 março 2013

05 março 2013

Transtorno de desenvolvimento é crônico e sem cura. Mas diagnóstico precoce e tratamento atenuam sintomas. Saiba quais são, de cada faixa etária.

O autismo é um transtorno crônico que impõe desafios diários tanto a portadores como a seus familiares.

No entanto, embora não exista cura, há vários tratamentos, que incluem intervenções psicoeducacionais, orientação familiar e desenvolvimento da linguagem, capazes de amenizar os sintomas e melhorar o convívio social. Em alguns casos, portadores com quadros mais amenos, como os com Síndrome de Asperger, tornam-se adultos independentes e bem-sucedidos.

Mas, para elevar essa chance, é importante que o diagnóstico seja o mais precoce possível, dando início logo ao tratamento. Por isso, pais devem ficar atentos aos primeiros indícios, como falta de contato visual, quietude excessiva e ausência de expressões, já detectáveis a partir de cerca dos seis meses.

Confira-os, por faixa etária.

De seis a 18 meses de idade

  • Contato visual limitado. Exemplo: olha as pessoas com o canto dos olhos ou por um espelho.
  • Não segue o olhar. Ex: não imita o pai quando ele vê as horas no relógio.
  • Ausência de expressão de felicidade ao ver os pais.
  • Raramente balbucia ou faz gestos como apontar ou acenar.
  • Não reconhece ou responde à voz dos pais, mas está ciente de outros.

Crianças pré-escolares

  • Atraso (ou falta) de desenvolvimento de linguagem e comportamentos físicos repetitivos, como ficar balançando o corpo.
  • Brincadeiras repetitivas ou preferência por objetos domésticos, como canetas e chaves.
  • Pode brincar sozinho por horas, sem supervisão.
  • Pouco interesse em interagir com outras crianças ou comportamento inadequado, como tentar beijar ou bater em colegas.
  • Menos sensibilidade a dores que levariam outras crianças a procurarem os pais.
  • Antipatia a alimentos por causa da cor ou textura.

Crianças em idade escolar

  • Dificuldades de linguagem, como referir-se a si mesmo como “você” ou “ele/ela”, em vez de eu; repetição constante de palavras recém-ouvidas; falar sempre as mesmas frases, e incapacidade de participar de uma conversa a menos que seja sobre um tema específico de interesse.
  • Problemas de interação social, como não ter interesse por atividades populares entre outras crianças (música, esporte) e não perceber que a relação com o professor é diferente daquela com o colega de classe.
  • Predileção por comportamento rígido e previsível, que, se alterado, pode resultar em birra e revolta.

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