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Calvície: é possível amenizar a queda dos cabelos

04 fevereiro 2016

04 fevereiro 2016

O medo de ficar careca mexe com a autoestima de muitos homens, mas existem diversos tratamentos que ajudam a reduzir a perda de fios e melhorar a aparência das áreas calvas. Confira os as opções disponíveis no mercado e a eficácia de cada uma.

Olhar-se no espelho e se deparar com as entradas na testa mexe com a autoestima da maioria dos homens. O maior receio é, sem dúvida, ficar careca. A ciência ainda não criou um método para reverter a perda de fios, mas oferece tratamentos para reduzir a queda, embora nem todos tenham eficácia comprovada. 


Não se trata de doença, mas de uma característica genética aliada ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), mais comum nos homens e herdada da família materna ou paterna. Se um parente próximo, como o avô, for calvo, as chances de o indivíduo também perder os cabelos são maiores. Logo, é difícil lutar contra essa tendência


Tratamentos podem amenizar 


Embora a medicina já tenha desenvolvido diversos métodos para tratar a calvície, poucos se mostraram eficazes em estudos científicos, sendo somente o minoxidil, a finasterida e os transplantes com eficácia comprovada. Não há tratamento que reverta a diminuição dos fios. Porém, é possível amenizar a perda deles. 

Confira quais as opções disponíveis no mercado, como funcionam, seus custos, e as vantagens e desvantagens de cada método: 


  • Transplante Extração de Unidades Foliculares (FUE) – Em geral, é preciso raspar toda a cabeça para fazer o transplante, que retira folículos de uma parte e implanta na área calva. Os pontos negativos do método são o preço (cerca de R$ 18 mil) e a duração (pode levar nove horas);
  • Transplante de Unidades Foliculares (FUT) – Um pequeno pedaço de pele com fios é extraído de uma parte e os folículos são retirados e colocados na área calva. A desvantagem é a cicatriz linear no couro cabeludo, que fica visível. Preço médio: R$ 12 mil
  • Laser – Embora seja muito ofertado por clínicas de estética e dermatologia para reduzir a queda e aumentar a espessura dos fios, sua eficácia e seus efeitos ainda não foram totalmente comprovados. Em geral, são recomendadas de quatro e seis sessões, que custam, em média, R$ 900 cada

  • Intradermoterapia – É a injeção de diversos medicamentos, como finasterida e minoxidil, e vitaminas para fortalecer os fios. São necessárias, em média, 20 aplicações. Cada uma custa, em média, R$ 300. Sua eficácia, no entanto, ainda está sendo estudada;
  • Tretinoína – A substância, geralmente, é utilizada juntamente com o minoxidil, para aumentar a densidade dos fios. A loção de 20 g custa, em média, R$ 50;
  • Latanoprosta – Vendido inicialmente como colírio, o medicamento acabou sendo usado para tratar a calvície, já que um de seus efeitos adversos é o aumento da quantidade e da espessura dos fios. Mas cuidado: não se deve aplicar o colírio nos fios. O médico deve receitar a manipulação da substância em forma de musse, que tem valor médio de R$ 350 por 100 ml

  • Minoxidil – Um dos tratamentos mais difundidos para a calvície, o medicamento aumenta a fase de crescimento dos fios. O pico de ação é notado após quatro meses de uso. O minoxidil é vendido como loção, com receita médica, e seu preço varia de R$ 100 a R$ 150, o frasco com 100 ml;
  • Finasterida – O medicamento de uso oral diminui as concentrações do hormônio DHT. Inúmeros estudos evidenciaram a redução na perda de fios e melhora na aparência. Diminuição da libido e disfunção erétil podem ocorrer no início do tratamento, mas, depois, desaparecem. O preço médio do frasco com 30 comprimidos de 5 mg é de cerca de R$ 45


Maus hábitos aceleram a queda 


Não se pode esquecer que ter uma má alimentação, fumar, usar anabolizantes e enfrentar o estresse debilitam o organismo e aceleram a queda de cabelo. Aplicar tinturas e produtos para alisamento e usar chapinhas e secadores com frequência danificam a estrutura dos fios, tornando-os frágeis. 


As mulheres, que costumam se submeter a procedimentos químicos com mais frequência do que os homens e se tornam candidatas à calvície, embora, para elas, o problema também possa ter fundo genético e hormonal. 




Para diferenciar a perda de cabelos saudável – que indica a renovação natural dos fios – da calvície, é importante observar se você deixa muitos fios na escova, no travesseiro ou no ralo do boxe após o banho. A perda média diária normal varia de 50 a 100 fios. Mas não precisa contá-los. Observe se a queda vem aumentando, há quanto tempo isso ocorre e se deixa buracos no couro cabeludo, importantes sinais de alerta. 


O próximo passo é consultar um dermatologista ou tricologista, para fazer exames como dermatoscopia e tricograma. Ambos analisam a fase de crescimento e o diâmetro dos fios. O tratamento mais adequado depende da análise do especialista, que deve considerar o grau de calvície e a idade da pessoa. 



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