Notícia

Cigarro eletrônico é armadilha

08 junho 2015

08 junho 2015

Signatária de Carta Aberta, PROTESTE alerta para os riscos à saúde do cigarro eletrônico, que não pode ser visto como substituto do produto tradicional.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização dos cigarros eletrônicos no Brasil, pois os efeitos em seres humanos só poderão ser medidos em décadas de acompanhamento dos fumantes. Eles são uma nova forma de apresentação de um conhecido produto que faz mal à saúde, o tabaco.


Em Carta Aberta, entidades médicas e da sociedade civil, como a PROTESTE, alertam que os cigarros eletrônicos são mais uma estratégia da indústria do tabaco para enfraquecer as medidas educativas e protetoras de saúde pública no controle do tabagismo da Organização Mundial da Saúde (OMS), em vigor no Brasil e em mais de 178 países.


Além disso, é também uma estratégia de sobrevivência visando reverter à redução de lucros decorrentes da redução do consumo dos cigarros convencionais.


Cigarro eletrônico não é alternativa ao convencional

O cigarro eletrônico é perigoso. Ele produz um vapor que não é inofensivo, tem sabores adicionados (aditivos e flavorizantes), apresentando em sua composição o gelo seco, podendo conter ou não a nicotina. No mercado já há mais de oito mil sabores, o que favorece e atrai a iniciação de jovens curiosos e ávidos por novas experiências.


Alguns fabricantes de cigarros eletrônicos já veiculam advertências de que esses produtos não são indicados como tratamento para parar de fumar e que não devem ser usados por crianças, grávidas ou em fase de amamentação, nem por indivíduos com risco de doenças cardíacas, diabetes, asma, usuários de antidepressivos; e que a ingestão da nicotina líquida pode causar intoxicação.


A maioria dos estudos científicos publicados até o momento não permite recomendar esses produtos para ajudar o fumante a largar o cigarro. Pelo contrário, não raro acontece o uso de ambos, ou seja, na tentativa de conseguir parar de fumar não consegue ficar sem o cigarro tradicional, nem sem o cigarro eletrônico.


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