Notícia

Colesterol: ameaça à saúde dos brasileiros

27 janeiro 2015

27 janeiro 2015

Pesquisa revela excesso dessa substância gordurosa no organismo, o que aumenta o perigo de doenças cardiovasculares. Para piorar o cenário, poucos mantêm cuidados para evitar os riscos ou seguem um tratamento com disciplina.

O colesterol é um dos grandes vilões das doenças cardiovasculares e está sendo considerada a principal causa de morte entre os brasileiros. Nossa pesquisa revela que 39% da população está com um índice elevado dessas lipoproteínas que, em excesso, podem bloquear as artérias do coração, além de causar males como acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

A desinformação e o desinteresse são indícios preocupantes constatados por nosso estudo, agravados pela baixa adesão e pela pouca disciplina com o tratamento, há indícios de que o brasileiro está lidando mal com um problema potencialmente sério.

Dos entrevistados, por exemplo, 47% não sabiam que o LDL é o colesterol mau, enquanto 68% desconheciam que o HDL é do tipo bom para o coração. Já os 16% que dizem nunca ter feito um teste para avaliar o colesterol alegam, principalmente, falta de interesse e de tempo para realizar o exame.

Quase 10% têm sérios riscos

Isso é preocupante, já que 9% dos participantes da pesquisa se enquadram no grupo de alto risco, apresentando índices acima de 240 mg/dl, quando os normais para um adulto deveriam ficar entre 180 e 200 mg/dl.

Até 35% deles estariam aptos a tomar alguma medicação para reduzir seus níveis.Dos que se mostram mais preocupados com seu colesterol, 31% aderem a algum tratamento ou método para manter suas  taxas sob controle.

São poucos, entretanto, os que seguem com rigor um tratamento, no qual os redutores de colesterol, como estatinas e resinas de ácidos biliares, são a terapia mais utilizada. Ou seja, embora 82% usem esses medicamentos, apenas 29% dizem tomá-los sem falta, enquanto os restantes, com moderada ou pouca frequência.

27% esquecem de fazer dieta

A adoção de uma dieta e a prática regular de exercícios são outras vias seguidas, mas com igual descompromisso. Os motivos alegados para esse descaso são esquecer de seguir a dieta ou fazer exercícios (27%), achar o tratamento muito complicado ou restritivo (14%) e não lembrar de tomar os remédios (11%).

A medicação, como as estatinas, é considerada pelos entrevistados o método mais eficaz na redução do colesterol, usada sozinha ou em combinação com outras abordagens, como a dieta e os exercícios já citados. Mas um quinto dos entrevistados conseguiu bons resultados apenas pela associação entre dieta e exercícios ou incorporando um estilo de vida mais saudável.

As estatinas receberam ainda o melhor índice de satisfação entre seus usuários, enquanto a niacina obteve o pior. Mesmo assim, nosso estudo indica que de 4% a 38% das pessoas usando esses medicamentos poderiam dispensá-los, dependendo da natureza de seu problema e do número de fatores externos de risco.

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