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Consumidores reclamam por farmácias não fracionarem os remédios

06 julho 2015
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06 julho 2015

Pesquisa aponta insatisfação com atendimento em farmácias e que as pessoas gostariam de comprar os medicamentos na quantidade exata.

Em pesquisa sobre avaliação das farmácias realizada pela PROTESTE, 80% dos entrevistados apontaram que gostariam de comprar medicamentos na quantidade exata que precisam. Além disso, os participantes relataram ter tido experiências ruins nas farmácias, acham muito caro o preço dos medicamentos e esperam um melhor atendimento do farmacêutico.

Farmácias não fracionam medicamentos

O fracionamento de remédios está autorizado desde 2010, mas não teve adesão de laboratórios, farmácias, médicos, e a população desconhece que tem esse direito. 


A PROTESTE, juntamente com entidades parceiras, tenta se mobilizar para a retomada do debate, a fim de pressionar a aprovação do Projeto de Lei nº 7.029, de 2006. É preciso que todos se conscientizem para fazer o fracionamento sair do papel e virar prática na sociedade.



Pessoas têm experiências ruins com farmácias


Mais da metade dos participantes afirmou ter visitado uma farmácia, nos últimos 12 meses, sem a presença evidente do farmacêutico. E 45% não saberiam afirmar se havia ou não um profissional na unidade. Uniformes semelhantes aos dos balconistas podem causar confusão.

Entre as experiências ruins indicadas pelos participantes foram destacadas: ter de ir embora da farmácia porque não havia o medicamento (72%) e não adquirir o remédio por conta do alto valor (45%). 

Quanto ao que mais desagrada: 62% acham caro o preço dos produtos que não são medicamentos e 59% acham os remédios muito caros; 61% não estão satisfeitos com o serviço prestado pelos farmacêuticos. E 56% ficam insatisfeitos com as informações sobre fármacos sem receita.

Pouco mais da metade dos participantes vai à farmácia ao menos uma vez por mês, sendo que 36% dos entrevistados fazem isso em busca de serviços médicos, como medir a pressão e o peso. Apesar da pouca incidência a pesquisa também revelou que é possível comprar medicamentos controlados sem receita médica, fato que foi afirmado por 3% dos entrevistados.



Expectativa é que farmacêutico atenda melhor

Chama atenção no estudo a expectativa do consumidor em relação ao farmacêutico. Embora 77% dos entrevistados considerem que o foco desses profissionais é oferecer cuidados de saúde ao cliente, ainda esperam que eles orientem a respeito do uso de medicamentos, sua ação e indicação, proponham tratamento para problemas como prisão de ventre, azia e dor de cabeça) e sugiram um remédio equivalente ao indicado pelo médico.

Outros 31%, durante o atendimento, sentiram que o farmacêutico estava muito ocupado para lhes dar atenção. E 53% gostariam que esse profissional fosse mais espontâneo na hora de passar informações. Esses desejos dos entrevistados não estão longe das atribuições clínicas do farmacêutico.

O farmacêutico deve contribuir para que o paciente utilize os medicamentos nas doses, vias de administração e duração adequadas e de forma segura. Assim, terá condições de realizar o tratamento conforme recomendado pelo médico.

Mais da metade dos respondentes (55%) queriam mais privacidade, com  espaço exclusivo para a conversa entre farmacêutico e cliente. Já outros 53% acham que esse espaço deveria ser uma sala reservada.

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