Notícia

Degeneração da mácula tira o seu foco

29 julho 2014

29 julho 2014

Essa alteração visual afeta a percepção de detalhes, nitidez e capacidade de distinguir as cores. Embora ainda não tenha cura, a doença pode ser tratada para evitar a cegueira e até prevenida com mudanças de hábito.

Dirigir, ler, ver televisão ou enfiar uma linha em uma agulha. Essas são tarefas corriqueiras, mas que podem ser prejudicadas pela degeneração da mácula relacionada à idade (DMRI). A doença afeta essa parte do fundo do olho, responsável pela visão central, e pode levar à cegueira se não for tratada.

Por conter a maior densidade de fotorreceptores, a mácula responde pela percepção de detalhes, nitidez e capacidade de distinguir as cores. O processo degenerativo é mais frequente a partir dos 75 anos, porém pode surgir a partir dos 50.

Além da idade, exitem outros fatores que podem contribuir para a DMRI, como predisposição genética, exposição excessiva aos raios solares, doença cardiovascular, obesidade, cirurgia prévia de catarata e, principalmente, ser fumante, que representa o dobro de risco.

Há dois tipos da doença: a atrófica (seca) e a exsudativa (úmida). A primeira ocorre em 90% dos casos e surge depois de os vasos sanguíneos da coroide (membrana vascular escura da parte posterior do olho) e da retina ficarem total ou parcialmente destruídos. Após a formação de depósitos amarelos na mácula – conhecidos como drusas –, o olho desenvolve uma mancha central.

Já a forma exsudativa representa apenas 10% dos casos. Porém, é mais grave. Ela ocorre pelo desenvolvimento de vasos sanguíneos em áreas inadequadas na mácula que, por serem muito finos, rompem-se e causam hemorragias e cicatrizes. Ao contrário da seca, a úmida possui tratamento eficaz, mas também não tem cura.

A maioria das pessoas que sofre de DMRI consegue sair, comer, realizar higiene pessoal e outras atividades rotineiras, mas tanto a prevenção como o tratamento exigem mudanças no estilo de vida: deixar de fumar, fazer atividade física regular, usar óculos de sol, controlar o colesterol, manter uma dieta saudável e ir ao oftamologista com frequência.

Para a DMRI úmida, há tratamentos, mas todos com riscos, como a fotocoagulação com laser, indicada para lesões graves; o laser fotodinâmico, para lesões leves ou visão saudável em um dos olhos; e drogas antiangiogênicas, que são injetadas diretamente no olho. Há ainda a opção de cirurgia.


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