Notícia

Dupla proteção

27 agosto 2012

27 agosto 2012

Produto ajuda a prevenir doenças sexualmente transmissíveis e a impedir gravidez indesejada.

Testamos novamente a segurança dos preservativos mais vendidos no país e do preservativo distribuído pelo Ministério da Saúde. Não faltam opções para quem deseja prevenir uma gravidez indesejada. Mas, ao contrário de outros métodos químicos (pílulas anticoncepcionais e cremes espermicidas) ou de barreira (DIU e diafragma), a camisinha é o único que consegue combinar uma prevenção dupla: quem usa não só consegue evitar uma gestação, mas também fica protegido contra DST.

Alguns produtos são tóxicos

Até que ponto o consumidor brasileiro está seguro com as opções disponíveis no mercado nacional? No que depender dos rótulos dos preservativos que analisamos, os usuários podem ficar tranquilos: todos contêm as informações exigidas por lei, como lote, data de fabricação e validade, contato do SAC, fabricante, modo de uso e as informações “produto de uso único" e "abrir somente na hora do uso”.

As embalagens de todos os modelos também são seguras, protegendo o látex dos preservativos de oscilações ambientais, como calor intenso e umidade, que aceleram o processo de envelhecimento e a perda de validade.

Como o látex causa reações alérgicas às pessoas sensíveis, o mercado já pensou em produtos para esses consumidores. Mas pouco se fala sobre os efeitos tóxicos desse material e seus aditivos (lubrificantes, espermicidas, corantes e aromatizantes) usados na fabricação.

Em nosso teste in vitro, verificamos se o material do preservativo, quando em contato com uma mucosa, é capaz de alterar ou matar células. Na prática, essa alteração nas células indica possibilidade de hipersensibilidade, pode alterar a flora local, reduzindo a proteção natural da vagina, e, em casos extremos, pode causar feridas e irritação. Blowtex Tradicional, Olla (embalagem preta), Prudence Tradicional, Jontex (embalagem preta), Elite, Blowtex Extra Fino, Olla Sensitive, Prudence Ultra Sensível, Jontex Sensitive, Preserv Lite e o produto distribuído pelo Ministério da Saúde causaram alterações nas células in vitro.


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