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Febre amarela: nem todos precisam de vacina

21 fevereiro 2017
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21 fevereiro 2017
A recomendação do Ministério da Saúde é apenas para pessoas que residam ou viajam para as áreas de risco do país, mas a vacinação deve ser feita, pelo menos, com dez dias de antecedência. Conheça quais são as regiões de risco e esclareça as outras principais dúvidas sobre a doença.

O recente surto de febre amarela na região leste de Minas Gerais vem gerando inúmeras dúvidas sobre a doença e uma corrida aos postos de saúde em busca de imunização. E não é para menos, agora em fevereiro, o Ministério da Saúde atualizou o número de casos no Brasil para 243 (Minas Gerais registrou 208 deles, e 70 das 82 mortes do país). No entanto, nem todas as pessoas precisam se vacinar.

 A recomendação de vacinação oficial do governo é apenas para as pessoas que residam ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata dos municípios que compõem as áreas de risco. Mesmo assim, a vacinação deve ser feita, pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo que a vacina leva para criar anticorpos e você ficar devidamente protegido. Mas essas não são as únicas dúvidas sobre a doença, por isso esclareça abaixo as mais comuns:

O que é a febre amarela?

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É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos no Brasil são classificados como febre amarela silvestre (os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros) ou febre amarela urbana (o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti ao homem), mas esta não é registrada no Brasil desde 1942. O vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Quais são os sintomas?

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20 a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

A doença é contagiosa?

Ela não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa, somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

Como a doença pode ser evitada?

 A única forma de evitar a febre amarela é por meio da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano, nas 36 mil salas de vacinação, distribuídas no país.

Qual o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde para a febre amarela?

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O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira. As recomendações são apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

Quais são as contraindicações para a vacina da febre amarela?

A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Porém, em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

Quais são os outros grupos que precisam ser avaliados antes da vacinação?

São aqueles com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacinação até a resolução do quadro para não se atribuir à vacina as manifestações da doença, pessoas a partir de 60 anos nunca vacinadas e ainda pessoas infectadas pelo HIV, sem sinais e sintomas da doença e com imunossupressão moderada, de acordo com a contagem de células.

Que lugares são classificados como áreas de risco?

Regiões com matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente. Veja o mapa:

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Qual a orientação para turistas estrangeiros que visitam as áreas de recomendação de vacina no Brasil?

Para turistas que forem viajar a uma área com recomendação de vacina (estrangeiros e brasileiros), que não completaram o esquema de duas doses. A recomendação é de que a pessoa seja vacinada pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo que a vacina leva para criar anticorpos e deixar você devidamente protegido. Quem tomou a primeira dose há menos de dez anos não precisa adiantar o reforço.

 

 

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