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Microcefalia e Zika vírus: surto pode se espalhar pelo Brasil

27 novembro 2015

27 novembro 2015

Aumento repentino do número de casos cria estado de alerta e pode estar associado ao Zika vírus, que é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue. Entenda o que é a microcefalia e os cuidados necessários para se prevenir. 

Ministério da Saúde decretou um alerta de emergência em saúde pública e informou que o número de casos suspeitos de microcefalia subiu para 739, espalhados por 160 cidades. Há, ainda, uma morte sendo investigada. Em pouco mais de uma semana, as notificações cresceram 85% e por esta razão fala-se em um “surto” de microcefalia. 


Por enquanto, o surto de microcefalia afeta apenas estados do Nordeste e do Centro-Oeste. Com 487 notificações, o maior número de ocorrências está concentrado em Pernambuco. Porém, caso se confirme a hipótese de que o surto de microcefalia seja consequência do contágio por zika vírus, são grandes as chances de que o problema se espalhe pelo resto do país. 


Atenção antes de engravidar 


O Ministério da Saúde orienta que mulheres que pretendem engravidar fiquem atentas à quantidade de infecções por zika na cidade onde vivem. 


Até o momento, não há uma recomendação oficial para se evitar a gravidez, porém, mulheres que desejam engravidar devem analisar os riscos junto à família e médicos antes de tomar uma decisão. 


O que é a microcefalia? 


É uma rara condição em que o crânio não cresce adequadamente dentro do útero. Com isso, a circunferência da cabeça do bebê é menor do que o tamanho médio, geralmente por causa de uma falha no desenvolvimento do cérebro. 


Comumente, esse problema pode estar associado a síndromes genéticas ou a outros fatores como abuso de álcool e drogas durante a gravidez ou a infecção da gestante por rubéola, catapora ou citomegalovírus.

Combate ao Aedes 


“Estamos prestes a dizer de forma peremptória e definitivamente de que esse aumento é provocado pela infecção das mães pelo vírus”, disse Marcelo Castro, ministro da Saúde. Assim como a dengue e o chikungunya, o zika é transmitido pelo aedes aegypti. Por isso, conforme o pronunciamento do ministro, é indispensável reforçar o combate contra o mosquito. 


Qualquer cidade que tenha o aedes aegypti pode ter, além de dengue, chikungunya e o zika vírus, pois o mesmo mosquito é transmissor dessas doenças. Geralmente, mais de 80% dos focos do mosquito está dentro das casas e a melhor maneira de evitar, é combatendo os focos e o mosquito. 


Especialmente na situação atual, em que várias regiões do país passam por crises de abastecimento de água, a tendência é que aumente o número de criadouros do aedes. Isso porque a população passa a estocar água, muitas vezes de forma inadequada.

Como evitar a proliferação 


O meio mais eficaz de prevenir novos casos da doença é evitando a proliferação do mosquito transmissor. Veja algumas dicas básicas para você colocar em prática desde já:

  • Evite deixar água parada em locais propícios para a multiplicação dos mosquitos como: latas, copos plásticos, pneus, vasos de plantas, garrafas ou caixa d’água, por exemplo. Não deixar com que a água da chuva se acumule nestes locais;
  • Lixos devem ficar sempre bem tampados
  • uso de repelente faz-se ótima medida preventiva;
  • Instalar redes de proteção nas portas e janelas da residência também pode ajudar a prevenir a presença do mosquito transmissor;
  • Jogue, a cada 15 dias, desinfetante em ralos externos e internos pouco usados;
  • Use, de preferência, calças e blusas de mangas longas, principalmente se estiver grávida.


Multa para foco do mosquito de dengue


O Governo Federal estuda aplicar multa para quem continuar a manter focos do mosquito Aedes aegypti em seu imóvel. 


Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, a presidenta Dilma Rousseff encomendou um estudo à Advocacia-Geral da União para saber se cabe esse tipo de multa em nível federal, já que o país está em uma situação de emergência de saúde. 


O governo publicou no dia 1º de fevereiro medida provisória (MP) que permite o ingresso forçado de agentes de saúde em imóveis públicos e particulares abandonados para ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. O agente poderá, nestes casos, solicitar auxílio de autoridade policial.



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