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Mitos e verdades sobre o autismo

19 março 2013

19 março 2013

Inteligência acima da média e gosto pela solidão são algumas inverdades frequentes que cercam os portadores desse transtorno. Confira outras.

• Mito: autistas têm mundo próprio.

A verdade: eles possuem dificuldades de comunicação, mas, de forma alguma, mundo próprio. Comunicar-se é difícil para eles e, como frequentemente não se entende o que querem dizer, muitas vezes perde-se a paciência, gerando conflitos. Ensiná-los a se comunicar pode ser árduo, mas acaba com esses conflitos.


• Mito: autistas são superinteligentes.

A verdade: assim como pessoas sem o transtorno, autistas apresentam grandes variações de inteligência entre si. É muito comum terem níveis de retardo mental.


• O Mito: autistas não gostam de carinho.

A verdade: todos gostam de carinho, inclusive autistas. Entretanto, alguns têm dificuldades com a sensação tátil, podendo, por exemplo, sentir-se sufocados com um abraço. Deve-se ir aos poucos, pois, embora queiram contato, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes ao autista que vai abraçá-lo, para prepará-lo.


• O Mito: autistas gostam de ficar sozinhos.

A verdade: eles gostam de estar com os outros, mesmo que não participem. Podem estranhar barulho excessivo ou gritar em sinal de satisfação. Quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensa-se que estão insatisfeitos, o que não procede. É importante tentar interpretar os gritos.


• O Mito: autistas não entendem o que está acontecendo.

A verdade: nossa medida de entendimento se dá pela fala, portanto, se a pessoa não fala, acreditamos que ela não compreende. Mas, assim como ocorre com qualquer criança que parece não estar prestando atenção ou entendendo, de repente ela solta uma tirada e vê-se que compreendeu tudo. Com o autista é igual; ele só tem a desvantagem de não falar. Portanto, reflita bem antes de dizer algo perto deles.


• O Mito: ele grita e esperneia porque é mal-educado.

A verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos e dificuldades com o novo, preferindo a segurança da rotina. Algo novo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, usando o que sabem fazer melhor: gritar e espernear. Parentes se irritam com esse comportamento e preocupam-se com julgamentos de outros, que às vezes até sugerem que a criança precisa apanhar, embora saibam que essa reação é equivocada. Embora desgastante, essa fase passa. Mesmo que a criança pareça não entender, é importante ser firme em suas decisões. Ignore olhares e comentários dos outros e não bata nela, pois isso não ajudará a ninguém.


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