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Autoexame dos seios é importante

06 outubro 2016
autoexame

06 outubro 2016

O diagnóstico precoce do câncer de mama pode ser feito ainda pela mamografia, ultrassom e ressonância. Quanto mais cedo, maior a chance de cura.

autoexame seios

 

A medicina avançou muito no tratamento de câncer de mama, mas é preciso que as mulheres façam a sua parte também. Neste quesito, é importante que o autoexame seja feito regularmente. E não é preciso nenhuma técnica especial; basta apalpar as próprias mamas no momento em que for mais conveniente – na hora do banho, ao trocar de roupa ou em qualquer outra situação.

 

Ao detectar qualquer alteração nas mamas, é preciso procurar um médico (ginecologista ou mastologista). Aliás, embora seja importante, o autoexame das mamas não deve ser utilizado como estratégia isolada. Além dele, a mulher deve comparecer anualmente ao ginecologista para que este possa avaliar as mamas de maneira mais profunda. Isso impede que o autoexame forneça a falsa sensação de segurança na ausência de alterações, já que ele não é plenamente capaz de detectar o câncer.

 

Um diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença. Ele não só aumenta a chance de um tratamento menos agressivo, como o de se obter a cura. Para isso, além do autoexame, o Ministério da Saúde recomenda também que mulheres a partir dos 50 anos façam mamografia a cada dois anos. Outros exames que também auxiliam no diagnóstico são: ultrassom, que determina se um nódulo mamário é uma massa sólida ou um cisto líquido, e a ressonância magnética. Sempre sob orientação médica, claro.

 

Caso os exames detectem algo suspeito, ainda pode ser necessário outro procedimento: a biópsia. Trata-se da retirada de material celular ou de um fragmento de tecido para análise laboratorial. É ela que confirma ou não o diagnóstico da doença. Depois do resultado em mãos, o médico poderá dar a orientação sobre o melhor tratamento.

 

Assim como existem diversos tipos de câncer, há também uma diversidade de formas para enfrentá-lo. Por isso, cada caso é estudado individualmente e, apenas depois, é especificado o tratamento que deverá ser usado. Portanto, não se assuste se o seu for diferente daquela pelo qual sua amiga foi submetida. Lembre-se: cada caso é um caso.

 

exame médico

 

O paciente deve ser envolvido na decisão do tratamento

 

No geral, o tratamento para o câncer de mama é dividido em cirúrgicos e clínicos. Os primeiros são subdivididos em: tumorectomias (remove apenas o tumor), quadrantectomias (remove o câncer, mas conserva parte da mama) e mastectomias (retirada de toda a mama). Neste último caso, toda paciente tem direito a reconstrução mamária.

 

Já o tratamento clínico envolve vários tipos de medicamentos, chamados quimioterápicos e hormonioterápicos – cada qual com sua função e efeito colateral. Além desses, há também a radioterapia, empregada, normalmente, na sequência do tratamento cirúrgico ou em casos específicos de câncer. Seja qual for, no entanto, a decisão sobre como tratar ou gerenciar o câncer de mama deve envolver o paciente. Ao médico cabe apresentar as alternativas e orientar sobre o tratamento que julgar mais adequado ao caso.

 

Independentemente do tratamento escolhido, é importante ter em mente que ele não pode sofrer atrasos ou interrupções. Do contrário, a doença pode evoluir e comprometer a sua eficácia. Uma vez decido o que fazer, faço-o com seriedade, cumprindo os prazos e obedecendo as restrições, quando houver.

 

massagem

  

Terapias alternativas não garantem a cura do câncer

 

Depois do diagnóstico de câncer, é comum que o paciente tome conhecimento de outras formas de tratar a doença, que não as tradicionais. São as chamadas terapias alternativas, que costumam envolver vitaminas, ervas, dietas especiais e técnicas como massagem ou acupuntura. Algumas delas podem ajudar. Por exemplo, a meditação reduz o estresse, a acupuntura ajuda a diminuir a dor e o chá de hortelã é bom para aliviar as náuseas.

 

Apesar de trazer alguns benefícios, as terapias alternativas não devem ser encaradas como instrumentos para a cura do câncer. Além não haver comprovação científica, alguns métodos alternativos podem ser perigosos, cujos efeitos colaterais podem levar até à morte.

 

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