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Pedras nos rins: viva sem elas

27 outubro 2015

27 outubro 2015

Os cálculos renais são formados por substâncias presentes na urina. Por isso, é aconselhável beber cerca de dois litros de líquidos por dia. Confira as dicas da PROTESTE e fique livre deste problema:


Ter ou não cálculo renal vai depender muito do que você coloca no prato e no copo. Por isso, ingerir água é essencial para à saúde e pode ser seu melhor aliado para evitar doenças, entre elas, o cálculo renal.


A explicação é simples. A água torna a urina mais diluída, favorecendo a eliminação de substâncias, em geral sais minerais, que, ao se agregarem, formam as famosas pedras nos rins. Logo, a ingestão insuficiente de líquidos é um dos principais fatores que favorecem o surgimento dos cálculos.


Se além de não beber muita água você tem mais de 35 anos, histórico familiar de pedras nos rins e uma dieta excessiva em proteína, sódio e açúcar, suas chances de desenvolver a doença são ainda maiores.


Prevenção é o melhor caminho


Os cálculos renais são formados por substâncias presentes na urina em concentrações atípicas que levam à sua cristalização.


E, dependendo do tipo de composto em excesso e do pH da urina, os cálculos recebem nomes distintos:

  • Cálculos de ácido úrico;
  • Cálculos de cálcio e de oxalato de cálcio;
  • Cálculos de cistina;
  • Cálculos de estruvite.

Com exceção deste último, cujo surgimento está associado a infecções urinárias causadas por bactérias, todos os demais têm na sua prevenção o controle alimentar e a ingestão de líquidos.


É aconselhável beber cerca de dois litros de líquidos por dia, e que pelo menos mais da metade dessa quantidade seja de água. Nos dias quentes, procure aumentar a ingestão para três litros. Dessa forma, é possível suprir as perdas do suor e tornar a urina menos concentrada. Evite bebidas açucaradas, assim como refrigerantes.


Determinados alimentos, como os sucos de fruta, podem prevenir cálculos mais ácidos por alcalinizarem a urina. Mas não exagere na ingestão. O limite são três copos por dia.


Uma dica é o suco de limão. Se ele não lhe agrada, tente pingar algumas gotas de limão na água. Outra opção é a laranja e a lima. Ou ainda banana, melão, damasco, tomate e brócolis. Assim como o limão, todos esses alimentos são ricos em citrato, capaz de inibir a cristalização de sais de cálcio.



Controle a alimentação


A sua alimentação é uma arma importante na batalha contra as pedras nos rins. E um dos vilões a ser derrotado é o excesso de sal. A ingestão desse mineral deve ser limitada a 3 g por dia.


Evite alimentos ricos em sódio, como refeições pré-cozidas, embutidos, conservas, caldos industrializados e batatas fritas de pacote. Também não abuse das proteínas. Elas aumentam as chances de cálculo renal, já que  reduzem o pH, tornando a urina mais ácida.


Recomenda-se ingerir entre 0,8 g a 1 g de proteína por quilo. Isso quer dizer que, se você pesa 70 kg, deve limitar sua ingestão entre 56 g e 70 g de proteína por dia. O que equivale a consumir 125 ml de leite ou 120 g a 180 g de carne.


A moderação alimentar inclui ainda o cálcio, que faz parte da constituição de alguns cálculos renais. Quando em excesso, ele é eliminado pela urina, por isso há o risco de formação de cálculo.


Por outro lado, uma dieta pobre em cálcio também pode aumentar a incidência de pedras nos rins. Para não pecar nem pela falta, nem pelo exagero, o melhor é ingerir entre 800 mg e 1.200 mg de cálcio por dia. Você chega à quantidade ideal consumindo, por exemplo, 40 g de queijo, 110 g de couve e 130 g de agrião em um dia.


O tratamento para eliminar o cálculo renal consiste em analgésicos para reduzir as cólicas e medicamentos específicos para relaxar a uretra e permitir que as pedras sejam eliminadas espontaneamente.


Mas, se elas forem maiores do que 7 mm, dificilmente sairão sozinhas. Então, será preciso um procedimento cirúrgico. Passada a fase de recuperação, siga nossas orientações para evitar uma reincidência.



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