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Risco do uso intensivo do álcool preocupa
PROTESTE e entidades civis alertam que o produto pode se incendiar facilmente, um perigo sobretudo para crianças. Água e sabão também higienizam.
21 agosto 2009 |

O uso intensivo de álcool para desinfecção por conta da gripe A (H1N1) preocupa a PROTESTE porque análises feitas pela entidade comprovam que o o produto pode se incendiar facilmente, mesmo na versão em gel, um perigo sobretudo para as crianças. A PROTESTE , a Associação Médica Brasileira, Associação Paulsita de Medicina e a ong Criança Segura, entre outras entidades da sociedade civil  desenvolvem uma campanha permanente pela restrição da venda do produto com alto grau alcóolico.

O objetivo é conscientizar os brasileiros dos riscos do uso do álcool em ambiente doméstico – para limpeza ou acendimento de churrasqueiras e lareiras. E para que a Câmara Federal vote o Projeto de Lei 692/2007,  que proibe a venda da produto para fins domésticos. É um produto muito perigoso, facilmente inflamável e responsável pela maior parte dos acidentes com queimaduras em nosso país.

As crianças são as maiores vítimas. Sabe-se que quanto maior seu teor alcoólico, mais riscos oferece. Além disso, as embalagens não são seguras, nenhuma das nove marcas em líquido e nove em gel que a PROTESTE  testou em 2007 traz sequer uma trava nas embalagens. As entidades defendem a proibição da venda do álcool líquido para fins domésticos com alto teor alcoólico e a substituição por outro item não inflamável, e luta para que o governo controle a venda do produto.

O uso intensivo do álcool em gel por causa pandemia de gripe A (H1N1) no país encareceu o produto que até se tornou difícil de encontrar. O produto é utilizado principalmente na higienização das mãos, para ajuda a eliminar o vírus . Eficaz na eliminação de germes o álcool precisa ser utilizado com cuidado, pois o poder bactericida pode não compensar os altos riscos. A higienização das mãos com água e sabão tem o mesmo efeito.

A PROTESTE, em parceria com outras entidades civis, acompanha a tramitação do Projeto de Lei 692/2007  que está na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara Federal. Foi designado como relator, em 5 de agosto,  o deputado Fernando de Fabinho (DEM –BA) que é contra a restrição da venda do álcool líquido como pretende o projeto. Não há prazo para votação porque o projeto está na fase de apresentação de emendas.

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