Notícia

Síndrome de pânico tem cura

20 maio 2015

20 maio 2015

A síndrome de pânico provoca ataques de ansiedade que podem levar a pessoa não querer andar normalmente pelas ruas. Mas, com técnicas e tratamentos eficazes, é possível superar esse mal.

Uma crise de pânico é tão assustadora e angustiante que a pessoa pode passar a se recusar a sair de casa, deixando de trabalhar ou dirigir com receio de sofrer um novo ataque. No entanto, saiba que existe, sim, tratamento eficaz para ajudar você a superar esse mal.


A primeira dica é, assim que você perceber os sinais procurar logo um médico. Por isso, conhecer os sintomas desse transtorno é fundamental. Além disso, aprender a agir durante as crises (numa situação de vítima ou de acompanhante) e adotar mudanças simples no estilo de vida também são dicas que facilitam o tratamento.


Transtorno de pânico afeta a rotina 

Vale destacar, contudo, que a ansiedade é um estado emocional natural. O problema surge quando ela passa a afetar, de forma negativa, a sua rotina, transformando-se num transtorno, como no caso da síndrome do pânico.


A crise pode durar até meia hora, com picos entre cinco e dez minutos. Ao final, o corpo é invadido por uma intensa exaustão e sonolência, com uma sensação de ter passado por uma guerra. E, embora recorrentes, os ataques acontecem em algumas pessoas de uma a duas vezes por mês, enquanto em outras, várias vezes por semana.


Os sintomas físicos podem vir acompanhados de pensamentos de terror. Em função disso, quem sofre da síndrome passa a temer a próxima crise, criando um ciclo de vida do tipo “medo do medo”. 


Em algumas situações, a crise é tão intensa que é conhecida como despersonalização, ou seja, você tem a impressão de se desligar do mundo e do próprio corpo, como se fosse um sonho. Tudo parece irreal e desfocado, e a sensação é de confusão e desorientação.


Embora a síndrome se desenvolva, principalmente, em adultos jovens, por volta dos 25 anos, pessoas de qualquer idade podem sofrer essas crises. No entanto, as mulheres recebem de duas a três vezes mais diagnósticos do transtorno do que os homens.


Traumas podem ser causas da síndrome do pânico

No que se refere à causa exata da síndrome do pânico, ela ainda não é totalmente compreendida pela medicina.  Acredita-se que, provavelmente, haja uma combinação de fatores físicos e psicológicos. 


Um trauma pode provocar sentimentos de pânico e ansiedade. Os sintomas, no entanto, podem surgir logo após o acontecimento ou anos mais tarde, de forma inesperada.
Outro fator de risco é a herança genética. Cerca de 35% dos familiares de primeiro grau de pessoas que apresentam o transtorno também o desenvolvem. 


Mas, a síndrome ainda pode ser desencadeada por uma disfunção neurológica do sistema de alerta. Isso porque, quando passamos por alguma situação que causa medo, nosso sistema de alerta é acionado pelo cérebro. 


Cabe ressaltar, no entanto, que quem tem síndrome do pânico apresenta crises, mas nem todo mundo que tem ataques é diagnosticado com o problema. Algumas pessoas desencadeiam as crises em resposta a situações específicas, como no caso das fobias. 


Por isso, o diagnóstico toma como base se os ataques são recorrentes e inesperados, se existe a preocupação permanente de ter outro ataque e se há mudanças de comportamento. Além disso, os sintomas não podem ser causados por abusos de substâncias ou outros transtornos mentais, como fobia social ou transtorno obsessivo compulsivo.


Tratamentos para síndrome do pânico

As principais opções de tratamento para os ataques de pânico são psicoterapia e medicamentos. O terapeuta vai ajudar você a entender como reage e o que pensa durante as crises.

Já os medicamentos podem reduzir os sintomas dos ataques, bem como a depressão, caso esteja relacionada ao quadro. Antidepressivos, anticonvulsivantes e sedativos leves são os mais utilizados no tratamento. 


Gostou deste conteúdo? Cadastre-se agora e ganhe acesso ao conteúdo exclusivo que reservamos para você!



Imprimir Enviar a um amigo