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Trombose: atenção aos fatores de risco

10 julho 2014

10 julho 2014

Nem sempre essa doença possui causa aparente ou específica, mas são vários os fatores que podem desencadeá-la. Estar atento a eles é o primeiro passo para preveni-la, assim como adotar medidas que, embora simples, são eficazes contra a doença.

A trombose venosa profunda (TVP) é caracterizada pela presença de coágulos sanguíneos que, na maioria das vezes, se formam nas veias profundas da perna. Uma vez instalados, eles atrapalham o fluxo do sangue, provocando sintomas como dor e inchaço, normalmente, na região da panturrilha.

A impossibilidade de se mover por um longo período de tempo tende a ocasionar o surgimento desses coágulos. Por isso, se uma pessoa precisa passar grande parte do dia na cama, devido a uma cirurgia, é essencial que ela siga as orientações médicas. Em alguns casos, o uso de anticoagulantes é indicado durante o período pós-cirúrgico com o intuito de evitar a trombose.

Pelo mesmo motivo, quem embarca em uma viagem para um local distante também corre o risco de desenvolver a doença. No entanto, ao enfrentar uma jornada de seis horas ou mais dentro de um avião, carro ou ônibus, você pode tomar precauções. Quando possível, caminhe, ainda que pouco.

Desidratação e obesidade são outros fatores que propiciam o aparecimento da TVP. Beber muita água, praticar exercícios físicos e manter uma dieta equilibrada tornam-se então atitudes cruciais. E atenção: se alguém da sua família já teve trombose, os cuidados devem ser redobrados.

Leve a sério o tratamento contra a doença

O combate contra a TVP depende do uso de anticoagulantes. Já as meias de compressão ajudam a evitar a dor e o inchaço. Elevar os membros inferiores nos momentos de descanso é importante, pois ajuda a aliviar a pressão nas veias da panturrilha.

É fundamental que o tratamento seja seguido à risca. Caso contrário, a trombose tende a ser fonte de complicações. Uma delas é a embolia pulmonar, desencadeada quando um pedaço do coágulo presente na perna se solta e viaja pela corrente sanguínea, chegando até o pulmão. Ali alojado, ele pode obstruir das artérias do órgão respiratório.

Outro resultado da TVP é a síndrome pós-trombótica. Ela ocorre caso o coágulo situado nas veias profundas desvie o fluxo de sangue para as veias superficiais. Isso leva ao aumento da pressão sobre elas, causando danos aos tecidos da panturrilha e da canela.


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