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Vacinação causa autismo?

07 dezembro 2015

07 dezembro 2015

Entenda por que você pode ficar tranquilo na hora de vacinar seu filho com a tríplice viral.

A acusação era grave: a vacina tríplice viral - SCR, contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês) - causaria autismo em crianças. 

Este assunto virou polemica após uma conceituada revista médica britânica publicar um estudo confirmando o fato de que o desenvolvimento do autismo seria decorrente de um agente químico, o mercúrio, presente em várias vacinas. 

E, especificamente na vacina SCR, existe a substância timerosal, um conservante que tem 49% de mercúrio em sua composição. 

O fato é que depois da publicação deste estudo muitos pais pararam de vacinar os filhos no Europa e nos Estados Unidos, causando um ressurgimento do sarampo nessas regiões. No Reino Unido, por exemplo, a taxa de vacinação caiu e tornaram-se comuns surtos de sarampo.

Depois de ter declarado que a pesquisa jamais deveria ter sido publicada, a revista The Lancet retratou-se em 2010, a respeito do estudo de 1998 e apagou o artigo de seu arquivo de publicações. 

Nos últimos anos, mais de vinte estudos mostraram que a associação da vacina com o autismo não tem fundamento. 

E, ainda, os pesquisadores não encontraram evidências para provar que a exposição ao timerosal aumenta o risco da criança desenvolver o distúrbio. 

Outro dado importante é de um estudo feito na Dinamarca e na Suécia em 2003: desde 1992 o timerosal foi eliminado das vacinas utilizadas nesses países e, nem por isso, o número de crianças com autismo deixou de aumentar.


Confira alguns dados resultantes de diversos estudos:


• A idade de manifestação do autismo não difere entre as crianças vacinadas e não vacinadas;

• A gravidade ou o desenvolvimento do autismo não difere entre crianças vacinadas e não vacinadas;

• O risco de recorrência de autismo nas famílias não difere entre as crianças vacinadas e as não vacinadas. 


Diante disto, é importante que os pais não deixem de vacinar seus filhos. O sarampo, por exemplo, apesar de geralmente apresentar sintomas leves (tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele) pode levar a complicações mais graves, como pneumonia. 




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