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Internet: dados de usuários precisam de mais segurança
Você sabe o que o vazamento de dados do Uber e a supervalorização dos Bitcoins têm em comum? Eles mostram que é necessária uma regulamentação responsável por proteger as informações trocadas diariamente pela Internet, e isso o mais rápido possível. 
05 dezembro 2017 |
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Recentemente, o Uber admitiu ter encoberto um enorme vazamento de dados de seus usuários. Esse vazamento aconteceu em 2016, quando mais de 57 milhões de motoristas e clientes tiveram suas informações expostas a um grupo de hackers. Já na esfera econômica, assistimos à supervalorização das criptomoedas, entre elas os Bitcoins, cujas transações, realizadas na Internet, funcionam sem qualquer regulamentação do Banco Central (Bacen). 
 
Em ambas as situações os dados dos usuários estão totalmente suscetíveis, uma vez que, em nosso país, não há regulamentação relacionada a elas. Ou seja, o consumidor está nas mãos das empresas e praticamente sem respaldo, caso seja lesado. Só para você ter uma ideia, em relação aos Bitcons, o Bacen já emitiu comunicado informando que o risco das transações são integralmente dos usuários. 
 
Regulamentação é necessária 
Frente à situação, e ao fato de que, no Brasil, 100 milhões de pessoas compartilham informações pela Internet, como nome completo, CPF, número do celular e do cartão de crédito, a PROTESTE volta a alertar sobre a importância de uma discussão urgente sobre o tema e destaca a necessidade de revisão do Marco Regulatório da Internet. Não há dúvidas de que os órgãos reguladores, com impulso do governo, precisam estipular normas sobre como os dados dos brasileiros podem ser tornar menos sensíveis e, consequentemente, mais protegidos. 
Nesse sentido, a PROTESTE, em conjunto com o Comitê Gestor da Internet (CGI), já promoveu diversos seminários com o objetivo de unir a sociedade civil e o governo com o intuito de fazer um alerta: o Brasil precisa acelerar essa discussão. Outro evento, que também contou com o apoio da associação, reuniu representantes de governos, líderes de empresas e acadêmicos. Nele foram discutidas propostas inovadoras com o intuito de conscientizar o público e formar uma corrente de informações na opinião pública. Encontre aqui mais informações sobre o evento.
 
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O objetivo de uma legislação clara de proteção de dados é garantir não só a segurança, como a privacidade do consumidor. Isso afasta a possibilidade de que informações sejam divulgadas sem seu consentimento. 
 
Vale destacar que existem projetos de lei que visam à proteção dos dados dos usuários. Porém, de acordo Henrique Lian, gerente de Relações Institucionais e Mídia da PROTESTE, essas iniciativas ainda são incipientes e tramitam sem qualquer pressa nas casas legislativas. “A PROTESTE defende que é preciso garantir o uso de dados anônimos para fins de pesquisa, por exemplo. Mas ao compartilhar dados pessoais, é essencial dividir com o consumidor as vantagens desses dados usados por empresas de tecnologia, os chamados departamentos de business inteligence, que analisam o comportamento de compras, hábitos e cruzam informações em que o consumidor saiba", alerta. 


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