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PROTESTE tenta barrar cobrança por sacolinhas em SP

28 abril 2015
sacolas-plasticas

28 abril 2015

Entidade entrou como interessada em ação da SOS Consumidor na Justiça e pede responsabilização de supermercados.

Em nome de seus associados que discordam da cobrança das sacolinhas distribuídas no comércio em São Paulo, e diante da flagrante violação a dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, a PROTESTE entrou como terceira interessada na ação civil pública em que a SOS Consumidor tenta barrar na Justiça a cobrança pelas embalagens.


A PROTESTE está pedindo que a Prefeitura de São Paulo e supermercados sejam condenados solidariamente a restituir em dobro o valor que hoje estão sendo cobrados indevidamente das sacolinhas a todos os consumidores que fazem compras na cidade de São Paulo, mediante apresentação do respectivo recibo/cupom de compra.


Foi pedida a inclusão no processo em andamento, além da Prefeitura, das sete maiores redes de supermercados da cidade de São Paulo: Carrefour, Companhia Brasileira de Distribuição – Pão de Açúcar, D’avó Supermercados, Dia, Futurama, Sonda e Wal-Mart.


Município ainda não implementou coleta seletiva

A ação quer impedir que os consumidores sejam multados pela prefeitura por descumprimento das regras elaboradas para a coleta seletiva, quando a própria municipalidade deixou de implantar o serviço de coleta seletiva de lixo em toda a cidade.Pelo Decreto nº 55.827/2015, o cidadão é obrigado a fazer a seleção de material reciclável (lixo reciclável) e a sua separação do dejeto orgânico (lixo orgânico) em “sacolas padrão”.


As entidades destacam que o preço das sacolas de compras sempre esteve incluído no preço das mercadorias vendidas. Portanto, as sacolas utilizadas para acondicionar e transportar compras não são e nunca foram gratuitas. As embalagens passaram a ser repassadas para o consumidor ao preço de 8 a 15 centavos. Mas não houve redução nos preços dos produtos.


Para PROCON, cobrança é abusiva

O Procon SP também considerou a cobrança abusiva. E por entender que o valor da sacolinha já está embutido nos preços das mercadorias vendidas pelos supermercados, informou que notificaria os estabelecimentos que estão cobrando pelas embalagens. E recomendou aos consumidores que foram obrigados a pagar pelas sacolas plásticas que guardem seus cupons fiscais, para que sejam restituídos dessa cobrança indevida.


As novas sacolas, oferecidas nas cores verde ou cinza, são feitas com matéria-prima à base de cana-de-açúcar e trazem impressas instruções de descarte consciente. São feitas com materiais de origem vegetal e suportam até dez quilos de compras. É proibido jogar lixo orgânico na sacola verde, feita para o lixo seco, como papel, metal e plástico. Quem jogar orgânicos na verde pode receber advertência. Se reincidir, pode ser multado entre R$ 50 a R$ 500.


A embalagem cinza deve ser usada para material não reciclável, como restos de comida e papel higiênico. O descarte de lixo reciclável na cinza não será punido com multa, mas a recomendação é seguir a orientação da Prefeitura. Os sacos verdes deverão ser recolhidos pelo programa de coleta seletiva, embora ela ainda não esteja universalizada na cidade.


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