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Rastreamento: conta irá para o consumidor
PROTESTE defende prioridade no investimento em segurança veicular ao invés de sistema antifurto obrigatório que encarecerá carro novo.
 
22 agosto 2007 |

A PROTESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor enviou ofício para a Presidência da República, Casa Civil e Conselho Nacional de Trânsito (Contram) para que seja revista a determinação de obrigar a instalação de rastreadores por satélite nos veículos zero quilômetro fabricados daqui a dois anos. O dispositivo não impede o roubo, apenas localiza o carro depois dele ter sido levado embora.

Desde 2005 a PROTESTE desenvolve campanha de segurança veicular para estimular as montadoras brasileiras a aumentar os níveis de segurança nos veículos brasileiros. A Associação avalia que o Contran se preocupou mais com os fabricantes do equipamento rastreador, com as empresas que oferecem esse serviço e com as seguradoras do que com motoristas e passageiros.

Diante do triste panorama do trânsito no Brasil, que mata mais do que muitas guerras, a prioridade deveria ser o investimento num kit básico de segurança veicular, composto por airbags, cintos de segurança retráteis e com pré-tensionadores, por exemplo.

Dinheiro jogado fora

A resolução 245 levanta muitas dúvidas, pois tira a liberdade do consumidor escolher se quer ou não adquirir o dispositivo antifurto, e vai encarecer o custo dos veículos. Pode ser um dinheiro jogado fora, porque a resolução do Contran não obriga o dono do carro a ativar o sistema. Muitos não farão isso porque é preciso contratar uma empresa que faz o rastreamento e pagar a mensalidade do serviço, que pode chegar a R$ 100 mensais.

Com o rastreador os operadores podem ver na tela a localização de um carro desde que ele esteja equipado com um GPS- sistema de posicionamento global, na sigla em inglês, que marca a posição dele com ajuda de satélites, e com um transmissor de dados que passa essa informação para a central.

Na avaliação da PROTESTE é mais uma tentativa do órgão de trânsito brasileiro em gerar gastos indevidos aos brasileiros, como no caso do "kit-socorro" que obrigou os proprietários a adquirir estojos de primeiros socorros posteriormente abandonados.

A determinação do Contran se baseia na lei complementar 121, de 8 de fevereiro de 2006, que cita dispositivos antifurto em geral, mas não exige rastreador especificamente.O Contran tem até outubro para divulgar as especificações dos equipamentos que serão usados.

Os especialistas também questionam que se o equipamento for instalado na linha de montagem, seria em local padrão quando teria de variar constantemente para que o ladrão não descubra onde está o dispositivo. Ou seja, se fosse para redução da alta incidência de furto e roubo, não poderia haver indicação do local de instalação no veículo.

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