Notícia

Rock in Rio oferece alimentos caros e duvidosos

17 setembro 2013

17 setembro 2013

Público se depara com alto custo de alimentos e enfrenta filas extensas nos bares e lanchonetes do evento. Confira aqui as dicas da PROTESTE para aproveitar o festival sem gastar muito e comer bem.

Com tantas restrições sobre alimentos e bebidas permitidas para levar para a Cidade do Rock, restam poucas opções para o público e, para agravar a situação, os preços praticados pelos estabelecimentos dentro do festival são em média três vezes mais caros do que fora do evento. Por isso, a PROTESTE sugere algumas formas de driblar os preços abusivos e os problemas relacionados à segurança alimentar.

As regras do festival são claras, cada pessoa pode levar até cinco itens de alimentação de preferência industrializados, as frutas devem ser cortadas e embaladas em sacos plásticos, os sanduíches devem ser acondicionados em embalagens plásticas e são permitidas apenas garrafas plásticas e sem tampa. E ainda, para entrar no festival portando mochila é preciso enfrentar uma fila extensa para inspeção prevista à situação.

Sobre alguns casos de alimentos com preços abusivos e de qualidade duvidosa, por exemplo, a rede Bob´s cobrou R$ 15 pelo lanche Big Rock e R$ 10 pelo milk-shake. Segundo relatos, nos primeiros dias de evento foi complicado comprar no Bob´s por conta da fila e também por que era difícil trocar cartelas de comida e bebida em locais diferentes. Logo no segundo dia do evento a Vigilância Sanitária inutilizou 60 litros do milk-shake de baunilha e a rede foi autuada também por falta de higiene.

Outro absurdo foi o preço cobrado na rede Espetinhos Mimi Express pelo Combo Rock: uma opção de espeto de carne, frango ou linguiça e uma porção de batatas fritas, por R$ 12.  Já a Domino’s Pizza vendeu a unidade da pizza brotinho de mussarela ou pepperoni por R$ 18. A sorveteria Itália vendeu picolés por R$ 4 e R$ 5. Logo no segundo dia do evento a Anvisa também aplicou autos de infração, por falta de higiene, nestes estabelecimentos.

Entre as bebidas comercializadas no evento, pelo chope da Heineken era cobrado R$ 9, refrigerantes R$ 6 e a garrafinha de água R$ 4.  Muitos relatos confirmam que as bebidas nem sempre estavam geladas e que os vendedores ambulantes adulteraram os preços registrados nos coletes por valores mais caros no decorrer do evento.

Para não gastar muito na Cidade do Rock e não correr o risco de estragar o passeio com uma indisposição alimentar, a dica da PROTESTE é comer bem antes de sair de casa.  E ainda, leve de casa um lanche saudável como um sanduíche caseiro, pacotes de frutas secas como castanhas ou amendoim, barrinhas de cereais, biscoitos e suco de caixinha. Evite comer frituras, comida japonesa e alimentos muito temperados que são vendidos no evento.

No Brasil a ordem econômica aprova o princípio da livre concorrência, razão pela qual os fornecedores são livres para fixarem os preços de seus produtos e serviços, porém os preços não podem ser elevados sem justa causa. Por isso, antes de comprar alimentos e bebidas no festival, certifique-se de que o valor cobrado está correto, caso contrário não compre e avise o estabelecimento responsável sobre o ocorrido. E caso encontre alimentos de aparente má qualidade denuncie o caso à Vigilância Sanitária.

Para saber tudo sobre segurança alimentar, baixe ao lado a Cartilha de Alimentos e previna-se de possíveis imprevistos quando se alimentar fora de casa.


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