Notícia

Teatros: segurança pode melhorar

30 outubro 2012

30 outubro 2012

Após visitar dez estabelecimentos no Rio e outros nove em São Paulo, vimos que medidas simples podem melhorar o seu bem-estar.

 

Avaliamos teatros no Rio de Janeiro e em São Paulo para ver quais eram as condições de segurança ofertadas. Em geral, as irregularidades apresentadas pelos teatros podem ser contornadas com medidas de baixo custo, mas de alta eficiência, na preservação da integridade dos clientes em caso de algum incêndio ou tumulto.

Lotação máxima - nem todos indicam a informação, que costuma estar exposta na bilheteria. No Rio, apenas os teatros João Caetano e Vanucci apresentaram essa informação. Em São Paulo, somente os teatros Abril e Gazeta.

Extintor de incêndio - todos os estabelecimentos cariocas possuíam extintores dentro do prazo de validade, mas nem sempre estavam bem sinalizados. Já em São Paulo, não havia extintor em uma das salas do Ruth Cardoso.

Saídas de emergência - a sinalização ficou comprometida durante os espetáculos. No Rio, no Maison de France, Glaucio Gill e até no recém-inaugurado Net Rio não havia indicação alguma de saída de emergência. Já no Teatro das Artes, João Caetano, Clara Nunes e Vanucci, a indicação de saída não era a mais adequada, por não ser luminosa.

Proibição de fumo - em relação às placas de proibido fumar – fator importante para evitar incêndios –, consideramos que ela deve ser luminosa, para permanecer visível mesmo durante o espetáculo. No Rio, apenas no Teatro Serrador ela é assim. E, em São Paulo, somente no Renaissence.

Portas - no Rio, as barras antipânico não estão presentes no Maison de France, Glaucio Gil, Vanucci e Serrador. Em São Paulo, apenas o Theatro Municipal não traz o dispositivo. Para piorar, as portas são antigas e as maçanetas não são facilmente abertas.

Brigadeiro, Renaissence, Ruth Cardoso e Teatro das Artes, em São Paulo, fazem anúncios sonoros antes dos espetáculos, mas, por incrível que pareça, não falam em segurança. No Rio, apenas Teatro das Artes, Maison de France e João Caetano usam o dispositivo sonoro para passar regras de segurança.

Banheiros – todos estavam limpos. Mas a estrutura e a conservação dos cariocas João Caetano e Serrador estão defasadas. Também observamos que os teatros deveriam fazer uma melhor adequação para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção.


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