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Bullying: condutas agressivas que marcam

06 setembro 2012

06 setembro 2012

Pesquisa da PROTESTE constata que ofensas afetam muitos brasileiros. Pais e professores devem buscar o diálogo e aumentar a confiança da criança.

As condutas agressivas do bullying, como atribuir apelidos ofensivos, excluir de atividades e ameaçar, podem deixar sérias sequelas físicas e mentais em suas vítimas, manifestando-se em males como depressão, ansiedade e dores de cabeça.

Essas cicatrizes marcam cada vez mais os brasileiros, como constatou nossa pesquisa que ouviu cerca de 5 mil pessoas, de 18 a 64 anos, de cinco países: Bélgica, Itália, Portugal, Espanha e Brasil.

Brasileiros mudam mais de escola devido ao bullying

Os brasileiros foram os que mais relataram ter mudado de escola (28%) e idealizado o suicídio (17%). As ofensas que levaram a isso foram principalmente os apelidos depreciativos (79%) e as mentiras espalhadas sobre eles (50%). 

O que surpreende é saber que esses ataques ocorreram em grande parte dentro da própria sala de aula (56%), seguida pelos corredores da escola (49%).

Pais devem conversar com filhos e incentivar a confiança deles

É fundamental que os pais das vítimas desses ataques tomem medidas, como estabelecer diálogo com elas sobre a situação e estimular sua confiança e autoestima. A intervenção de amigos do estudante também é eficaz para reduzir as agressões.  

Segundo o estudo, mobbing e cyberbullying, ou bullying transposto ao ambiente de trabalho e à Internet, respectivamente, afligem mais os brasileiros do que os participantes dos outros países.

Mobbing: um terço dos brasileiros passou por alguma situação

Cerca de 1/3 deles declarou ter passado por alguma situação de mobbing nos últimos 12 meses, como sobrecarga de tarefas e controle excessivo do trabalho – o que ocorre com mais frequência em trabalhos temporários, como estágios.

Internautas do país também lideram a pesquisa em queixas relacionadas ao cyberbullying, em que são atacados em redes sociais ou por e-mail, principalmente por desconhecidos (56%). Em ambas as situações, no entanto, a reação dos brasileiros foi passiva, tentando ignorar os ataques ou não tomando qualquer atitude a respeito.                


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