Notícia

Cartilha das Crianças da PROTESTE

05 outubro 2012

05 outubro 2012

Publicação on-line destaca direitos e dá dicas para a compra dos brinquedos.

Má qualidade do ensino público e privado, propaganda com estímulo ao consumismo, alcoolismo precoce, alimentação fast food e bullying violência física ou psicológica) são alguns dos principais desafios ao desenvolvimento integral de 60 milhões crianças e adolescentes. São temas que ganham evidência neste dia 12 de outubro, em que se homenageiam as crianças no Brasil. Para ampliar o grau de informação de pais e responsáveis, a PROTESTE Associação de Consumidores está lançando uma cartilha com os direitos dos cidadãos de até 12 anos.

A Cartilha das Crianças aborda legislação, educação, sustentabilidade, diversão, nutrição e viagens. Também destaca situações para as quais pais e responsáveis prestar atenção especial, como o uso de álcool líquido, que tem provocado graves acidentes e lesões; brinquedos que machucam as crianças; uso de carrinhos de bebê e de cadeirinhas de alimentação; menores que têm acesso a celular e Internet; o sentido educativo da mesada, e a necessidade uma lei federal que padronize a segurança em parques de diversões.

“Não é mais possível tratar crianças como adultos pequenos, submetidas aos mesmos níveis e tipos de propaganda e riscos à saúde e segurança”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora-institucional da PROTESTE, maior associação particular de defesa dos direitos do consumidor da América Latina, com quase 300 mil associados em todo o país.

Como realiza testes comparativos de produtos e de serviços, a PROTESTE recolheu, em mais de uma década, preciosas indicações sobre precauções com relação a brinquedos, contratos nos ensinos fundamental e médio, compra de material escolar, mochilas e transporte escolar.

Um dos focos da cartilha é a segurança veicular no transporte de menores de 12 anos, com o uso do cinto de segurança , em veículos dotados de air bag, freios ABS e com acessórios como bebê-conforto, cadeirinhas de segurança, booster (assento de elevação). Até a cadeirinha de refeição e carrinhos de bebê devem obedecer a normas técnicas para evitar acidentes e ferimentos.

São abordados, também, temas como obesidade, alcoolismo, uso de telefone celular e acesso à Internet. “É um guia prático, com foco na legislação, principalmente no Estatuto da Criança e do Adolescente e no CDC. Não pretendemos ensinar pais a cuidar de seus filhos, mas oferecemos informações atualizadas para contribuir com esta difícil, fundamental e nobre missão”, destaca Dolci.

Veja algumas das dicas para acertar na compra de brinquedos:

• Atenção à faixa etária ou idade a que se destine;

• Procure a identificação do fabricante (nome,CGC, endereço);

• Número de peças e regras de montagem, se for o caso, escritas de forma clara, em

português e com ilustrações;

• Atenção à eventuais riscos que possa causar à criança;

• Veja se tem o selo de segurança do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), bem com o de um órgão credenciado para testar sua qualidade

(IQB, Falcão Bauer).

• Não compre por impulso. Nem sempre produtos “da moda” são os mais adequados.

• Toda vez que for possível, deixe que a criança manuseie o brinquedo antes de comprá-lo e veja se é seguro.

• Brinquedos educativos podem ser boas opções, pois além do divertimento apoiam o desenvolvimento e a educação. São fabricados sob supervisão de especialistas em educação, como psicólogos e pedagogos, e valorizam o trabalho de artesãos. Os brinquedos refletem linhas e escolas pedagógicas e são desenvolvidos para potencializar a inteligência. Mais do que diversão e entretenimento, podem dar às crianças um impulso no aprendizado. As crianças muito pequenas gostam de tocar, pôr na boca e experimentar os objetos que lhes são dados. Apesar de nem todos os defeitos serem visíveis, os pais podem ter um papel preventivo ao serem exigentes na escolha.

Atenção a alguns aspectos que aumentarão a segurança dos brinquedos:

• Ruídos excessivos podem causar sérios danos à audição dos pequenos. Com cheiro e forma que imitem alimentos podem levar a criança a engoli-los. De tecidos devem ser laváveis, com instruções de uso e etiqueta indicando sua composição.

•Não compre os compostos por materiais que se quebrem facilmente, ou que tenham cordões longos que possam ser enrolados no pescoço, cantos pontiagudos ou afiados. Nem bichos de pelúcia com o pelo muito comprido e que se solte facilmente, pois poderão causar alergias. Pelo mesmo motivo, não encha o quarto do bebê de bichos de pelúcia, que acumulam pó.

•Não deixe que seu filho menor mexa com produtos de crianças maiores, como jogos de botão ou bolas de gude.

• Verifique as costuras dos bonecos, para garantir que o enchimento não se soltará facilmente. Também se os olhos dos bichinhos de pelúcia estão firmemente pregados, para evitar que sejam engolidos.

• Brinquedos para menores de três anos não devem ter peças muito pequenas, que possam ser engolidas ou aspiradas.

•Embalagens não podem conter grampos, pregos ou parafusos e os sacos plásticos têm ser descartados rapidamente, para evitar sufocamento.

• Revise periodicamente os brinquedos da casa para jogar fora os que tenham defeitos e que possam se tornar perigosos.

• Fique por perto quando seu filho brincar com balões de látex (bexigas). Quando estourados, eles viram pedaços que podem ser levados à boca.

• Evite comprar brinquedos com pilhas e baterias pequenas, pois podem ser retiradas e engolidas.

• Não deixe que a garotada se divirta com joguinhos com dardos, flechas e projéteis, pois são capazes de ferir gravemente os olhos.

•Não compre itens que reproduzam comida: crianças muito pequenas tentarão comê-los.

• Cordas ou cabos também não são indicados para crianças, pois, acidentalmente, poderão enrolá-los no pescoço com força.

• Se o seu filho for menor de 10 anos, não o presenteie com brinquedos que simulem experiências químicas. Ele pode ingerir as substâncias do “minilaboratório”.

• Evite os andadores, pois podem tombar e fazer a criança bater a cabeça no chão. Segundo estudo realizado pela PROTESTE e pela Associação Médica Brasileira, em São Paulo, a maioria das vítimas de acidentes com brinquedos tem cinco anos ou menos.


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