Notícia

Mais rigor na fiscalização de brinquedos

06 setembro 2007

06 setembro 2007

É a cobrança da PROTESTE ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e ao Inmetro após 3ª recall em um mês.

A ProTeste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, pediu dia 5, ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e ao Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) um levantamento de todos os brinquedos que foram importados no país e certificados pelo órgão para que sejam reavaliados.

Solicitou ainda que a fiscalização desses produtos seja intensificada na tentativa de evitar a venda de brinquedos que possam oferecer riscos à saúde dos consumidores.

O pedido foi encaminhado após a Mattel anunciar dia 4 de setembro o terceiro recall de produtos fabricados na China em pouco mais de um mês.

Dessa vez, serão recolhidos 844 mil itens de 11 linhas por excesso de chumbo na tinta utilizada na sua fabricação. O chumbo nos brinquedos oferece riscos, mas o contato não necessariamente levará a criança a ficar doente. A intoxicação crônica com o metal ocorre quando há contato com freqüência e por um período muito longo de tempo.

No Brasil, foram vendidas 7.057 unidades; nos EUA, 522 mil. Os novos brinquedos da Mattel agora submetidos a recall foram fabricados há mais de dois anos. Serão recolhidas as peças de kits da Barbies, detalhes de casa e um modelo de locomotiva para crianças menores. São cinco acessórios da Barbie (a boneca não faz parte do recall) e um trem da série GeoTrax, da marca Fisher-Price.

"Já que não há controle de qualidade como deveria existir e os fabricantes estão terceirizando seus produtos na China, é preciso ainda mais rigor para verificar o que está no mercado à disposição do consumidor", diz Maria Inês Dolci, coordenadora da PROTESTE.

As novas medidas anunciadas pelo Inmetro de submeter a testes de qualidade todo lote de brinquedos que desembarcar no país precisa vigorar de imediato para reverter essa situação de risco para o consumidor brasileiro, avalia a entidade. Os exames de toxicidade e demais riscos dos materiais precisam ser feitos de imediato.

A PROTESTE também pede para que se ficar comprovado que a Mattel já sabia dos problemas na linha Barbie desde novembro, quando foi feito o primeiro recall, a empresa seja multada em até R$ 3 milhões. O Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça abriu processo administrativo contra a Mattel para investigar se a empresa não falhou, ao não ter substituído esses brinquedos na primeira campanha, feita em novembro do ano passado.


Imprimir Enviar a um amigo