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Foi demitido? Veja os caminhos para esticar a sua verba rescisória
Conheça todos os seus direitos na hora da demissão sem justa causa e, também, as dicas para fazer com que o dinheiro recebido renda bastante.
04 agosto 2017 |
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Na atual crise que estamos vivendo, a demissão sem justa causa é o que vem acontecendo com a maioria das pessoas que tem deixado seus postos de trabalho. Mas, se a rescisão de seu contrato de trabalho ocorrer, saiba que não ficará na mão. Você terá direito às chamadas “verbas rescisórias”. Veja quais são:

- 13º salário correspondente aos meses trabalhados
- Férias vencidas e férias proporcionais
- Adicional de 1/3 sobre férias (vencidas e proporcionais)
- Descanso semanal remunerado
- Saldo de salários (correspondente aos dias trabalhados do mês)
- Saldo total de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
- Multa no valor correspondente a 40% do saldo do FGTS durante todo o período de trabalho
- Aviso prévio (caso o seu empregador não queira que você o cumpra no trabalho e decida indenizá-lo).

Para saber exatamente quanto vai receber, clique aqui e acesse o nosso simulador de rescisão de contrato. 
Você ainda tem direito ao seguro desemprego, que será pago pelo governo. Você receberá de três a cinco parcelas, que vão variar de acordo com o quanto recebeu nos seus três últimos salários, a quantidade de meses trabalhados e quantas vezes já recebeu o seguro desemprego nos últimos três meses. O valor máximo das parcelas é de R$ 1.643,72.

Descubra aqui quanto vai receber de seguro desemprego.

Vale lembrar, contudo, que no dia 11 de novembro entra em vigor a reforma trabalhista, podendo trazer mudanças em relação às regras dos contratos, o que pode vir a alterar as verbas rescisórias.

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A hora de receber o seu dinheiro

Há dois prazos para o pagamento das verbas rescisórias. Se o seu contrato for por prazo determinado (ou período de experiência) ou se você cumpriu aviso prévio, o valor será pago no primeiro dia útil seguinte ao último dia de trabalho. Mas, se você não cumpriu o aviso prévio, receberá o valor da rescisão até o décimo dia após a demissão.

Se você ficou por mais de um ano no emprego, a rescisão terá que ser homologada no sindicato da categoria, o qual irá conferir se o cálculo está correto e confirmar se o pagamento foi devidamente realizado. Só que o agendamento da homologação costuma demorar muito – até meses. Porém, isso não pode interferir no prazo do pagamento das verbas rescisórias. A empresa deverá lhe pagar dentro do prazo correto, depositando o valor da indenização em sua conta corrente. Depois, o sindicato apenas homologará a quantia já recebida pelo empregado dentro do prazo. 

E atenção: se a empresa não cumprir com sua obrigação dentro do prazo certo, terá que pagar multa a você equivalente a um mês de salário corrigido. Ela não poderá alegar, como desculpa, a demora do sindicato em marcar a homologação, já que isso pode ser feito mais adiante. A exceção é se o empregador não conseguir pagar por sua culpa (caso você não compareça à empresa para assinar o recibo). Porém, mais uma vez, ele pode efetuar o pagamento depositando o valor em sua conta corrente. E atenção: o pagamento das verbas rescisórias não pode ser feito de forma parcelada.

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Faça a sua verba rescisória crescer


A verba rescisória será uma ajuda para você se manter enquanto não consegue um novo emprego. Então, não se empolgue usando o dinheiro em viagens ou na compra de algum bem. Primeiro, faça uma reserva de emergência. Recomenda-se, em geral, que ela tenho o valor equivalente a seis meses de salário. Mas a nossa sugestão é que a quantia seja suficiente para você se manter por até um ano. Para tanto, provavelmente, terá que reequilibrar o seu orçamento e cortar as despesas supérfluas. 

Para esticar ao máximo o dinheiro recebido, o valor contido em sua reserva de emergência precisa ser investido de forma diversificada. Você pode deixar uma parte na poupança e, mês a mês, ir transferindo para a conta corrente, a fim de pagar suas despesas essenciais. Outra parte você deve destinar a aplicações com liquidez maior para os seis primeiros meses, como fundos de renda fixa. Já a parte restante deve seguir para investimentos de liquidez menor, como CDB e LCI (simule este investimento aqui). Nestes, seu dinheiro vai render mais.

Uma dica final: se você tiver uma boa ideia, pode usar sua verba rescisória para abrir um negócio. Mas, primeiro, precisa fazer uma boa pesquisa de mercado (oportunidades, custos, tributos e taxas, etc.) e um plano de negócios. A dica é buscar o apoio do Sebrae, que oferece cursos presenciais e também on-line (veja aqui).

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