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Filtro de Água: não vale investir

19 janeiro 2016

19 janeiro 2016

Os modelos de purificador de água testados pela PROTESTE decepcionaram nos resultados. Antes de comprar um purificador de água, leia a notícia e saiba mais!

 


Quem não gosta de matar a sede com um copo de água pura e geladinha? Para isso, um purificador seria a melhor opção. Só que não é bem assim. Todos os produtos que testamos foram eliminados em nossas análises, seja por vazamento, por facilitarem a proliferação de micro-organismos ou por não reduzirem a concentração de bactérias da água.


Em nosso teste utilizamos como parâmetros de avaliação a resistência dos produtos à pressão hidráulica e a capacidade de reduzir o excesso de cloro e bactérias da água. Foram analisados os produtos das seguintes marcas: Consul CBP35 541; Europa Da Vinci Ice HF Inox 1.400; Latina XPA 775 e Ulfer Purigel.


Se você tem algum desses produtos em casa, obtenha assistência e orientações sobre como proceder entrando em contato com a PROTESTE pelos telefones (11) 4003-3907 (Para o Estado de São Paulo), (21) 3906-3900 (Demais Estados) ou 0800-201-3900 (Para telefones fixos de São Paulo).



Qualidade dos purificadores decepciona


Os quatro modelos testados funcionam conectados à rede hidráulica e, por isso, devem suportar a pressão da água que vem da tubulação. Mas não foi o que aconteceu. Numa das análises relacionadas à resistência, partes internas dos purificadores Consul, Latina e Europa não suportaram a pressão recebida. Assim, deixaram vazar água e foram eliminados do teste. Ainda na parte de resistência, todos, com exceção do Latina, que sofreu vazamento, suportaram bem as simulações de uso prolongado. 


Purificador Latina contamina água


Além de sofrer vazamento, o purificador Latina permitiu que micro-organismos se proliferassem em seu reservatório. Essa proliferação contamina a água que, se ingerida, pode causar diarreia, náusea e vômito. O mais surpreendente é que a concentração de micro-organismos aumentou em mais de 10% na água parada no reservatório interno, mesmo depois de ter passado pelo elemento filtrante. Portanto, o purificador piora a qualidade da água em vez de melhorá-la.





No item eficiência na purificação, conferimos a ação deles para reduzir a concentração de cloro na água fornecida pela rede doméstica – quanto menos cloro, melhor – e observamos se o filtro dos aparelhos diminuía a concentração de bactérias, que surgem pela sujeira do encanamento e má limpeza da caixa d'água.

O Europa foi o que menos diminuiu (80%) a concentração de cloro, em relação aos outros, que atingiram taxas acima de 95%. Já o Ulfer foi o único que não reduziu a concentração de bactérias contidas na água de modo eficiente e, por isso, foi eliminado.

No critério benefícios à saúde, foi conferida a qualidade dos purificadores para não contaminar a água com metais pesados, como chumbo e prata, ao ter contato com seus componentes internos. A longo prazo, o acúmulo de metais no organismo pode causar problemas crônicos, como alergia, asma e cálculos renais. Felizmente, todos foram bem eficientes nessa tarefa.


É importante também lembrar que além do custo elevado – o purificador Ulfer, por exemplo, chega a R$ 2,2 mil – para todos os modelos você ainda terá custos que variam de R$119 s R$344 com a troca periódica do elemento filtrante, peça que retém as impurezas da água. 

De modo geral, não foram avaliadas outras características dos purificadores, como a capacidade de resfriamento e o consumo de energia, já que os purificadores foram eliminados nas etapas iniciais do teste.



PROTESTE reivindica melhorias

As falhas que encontramos neste teste são graves, tanto é que eliminamos os quatro produtos avaliados e não os recomendamos para a compra. Os resultados serão enviados ao Inmetro, para que tome as providências necessárias. Também serão enviados os resultados aos fabricantes dos purificadores testados, para que melhorem, o quanto antes, os seus produtos.

A PROTESTE vai pedir a retirada do purificador Latina do mercado. Além de sofrer vazamento, o purificador Latina permitiu que micro-organismos se proliferassem em seu reservatório. Essa proliferação contamina a água e faz com que o purificador piore a qualidade da água em vez de melhorá-la.

Também questionaremos a eficiência bacteriológica do purificador Ulfer junto ao Inmetro, que certifica esses produtos, já que ele não reduziu a concentração de bactérias da água que passou pelo elemento filtrante. Logo, o fabricante não pode afirmar que o produto possui "eficiência bacteriológica".

Não conseguimos encontrar nenhum produto que atendesse a todos os requisitos mínimos obrigatórios de qualidade e segurança. É importante ressaltar ainda que todos os problemas que verificamos nessas análises ferem a norma técnica NBR 14908, que determina os requisitos mínimos de qualidade e segurança para purificadores. 

Assim, o Código de Defesa do Consumidor também acaba sendo descumprido, a partir do momento em que os fabricantes lançam no mercado de consumo produtos em desacordo com as normas expedidas por órgãos oficiais competentes.

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