Notícia

Venda do Speedy deve ser monitorada

31 agosto 2009

31 agosto 2009

PROTESTE está alerta para denunciar e exigir ações contra novas panes que prejudiquem os usuários

Apesar da  liberação da venda do serviço de banda largaSpeedy da Telefonica, pela  Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), após dois meses de suspensão, a PROTESTE se mantém alerta. Caso o consumidor volte a ter falhas nos serviços deve denunciar rapidamente à Anatel e aos órgãos de defesa do consumidor. A empresa foi punida por causa das sucessivas panes que deixaram sem acesso à rede  milhões de consumidores paulistas,  desde o ano passado.

A Anatel será responsabilizada caso os problemas de interrupção de serviço e de atendimento não tenham sido devidamente equacionados. A instabilidade na rede causou prejuízos aos consumidores em várias oportunidades, desde 2 de julho de 2008. A PROTESTE defende que em caso de novas panes, sejam adotadas medidas drásticas, como a perda da concessão para prestar os serviços. As panes ocorridas desde julho de 2008 revelavam claramente que a empresa havia tido uma expansão comercial além da capacidade de fornecer o serviço de internet banda larga e de atender seus consumidores.

 Houve pressão do Ministro das Comunicações Hélio Costa para que a Agência apressasse a liberação, alegando que a empresa tomou todas as providências para garantir que os serviços prestados  não sofram interrupções e falhas. Caberá a Anatel monitorar se as medidas tomadas garantem a estabilidade na conexão aos usuários. A expectativa é que as mudanças nas vendas e no atendimento ao cliente garantam melhorias na prestação do serviço. “É preciso fiscalizar para garantir que a retomada da expansão comercial atenda a capacidade instalada dos serviços”, alerta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE.  
A Telefônica garantiu ter cumprido todas as obrigações. A empresa terá que investir R$ 55 milhões neste setor. O serviço representa quase 30% da receita da operadora.Os serviços do Speedy serão acompanhados durante seis meses, período compreendido pelo plano de investimentos proposto pela Telefônica. Caso a Anatel julgue que a prestação do serviço apresenta problemas, poderá suspender novamente a venda dos pacotes.

A Telefônica enfrentou cinco panes nos seus serviços de telefonia fixa e banda larga nos últimos 12 meses. A última interrupção na prestação dos serviços ocorreu no último dia 9 de junho, com um apagão nos telefones fixos de mais de  12 horas, impossibilitando o funcionamento de corpo de bombeiros, delegacias, hospitais, gerando grande prejuízo para milhões de comerciantes e pessoas físicas em todo o Estado de São Paulo.


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