Veja todas as publicações da PROTESTE em seu celular ou tablet!

Pesquisa PROTESTE mostra impactos da covid-19 na vida dos consumidores no Rio de Janeiro
Pesquisa foi realizada com 108 consumidores no estado durante pandemia
05 junho 2020 |

A PROTESTE fez no estado do Rio de Janeiro uma pesquisa para avaliar os impactos da covid-19 nas vidas dos consumidores. Foram entrevistados 108 consumidores de todas as classes socais, mas com maior concentração na classe média. O levantamento constatou que 86% das pessoas tiveram algum tipo de perda com a pandemia. A pesquisa foi divulgada com exclusividade no Bom Dia Rio nesta sexta-feira (5). Assista a reportagem aqui

A pesquisa foi feita pelo Departamento de Estatísticas do Grupo Euroconsumers, ao qual a PROTESTE faz parte, entre os dias 14 e 15 de maio de 2020. As perguntas foram feitas pelo CAWI (Computer Assisted Web Interviewing).

De acordo com a pesquisa, a redução de renda profissional (61,8%) e o cancelamento de eventos (41,5%) foram as principais causas da perda financeira em decorrência da crise provocada pela pandemia do coronavírus. A redução de renda profissional lidera a lista de prejuízos - afetou em média R$ 1.389 dos ganhos da renda os entrevistados.

"Se olharmos as causas, choca que a perda de renda seja pelo desemprego, sejam formais e informais, lidere o ranking de prejuizao aos cidadãos consumidores. Vamos pecisar da ajuda de todos e de políticas públicas sérias para nos recuperarmos", disse Henrique Lian, 
diretor de relações institucionais da PROTESTE na reportagem.

Despesas essenciais

Das alternativas oferecidas na pesquisa, os consumidores escolheram parcelas do cartão de crédito (40%), assistência médica (30,9%) e atividades educativas (28,3%) como as despesas que são mais difíceis ou se tornaram impossíveis de pagar.

Despesas como gás, eletricidade e água também ficaram em destaque, com 26,7% dos votos. Para a PROTESTE este dado é preocupante já que são serviços essenciais e extremamente necessários para a sobrevivência e bem-estar dos consumidores.

Trabalho

De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados tiveram alguma perda salarial e 16,2% perderam o emprego como resultado da pandemia. Essa questão foi direcionada para os 92 entrevistados que atuavam profissionalmente antes da crise do coronavírus.

Qualidade de vida

Entre os entrevistados, 56,3% consideram que possuem uma qualidade de vida média, 26,4% acham que tem qualidade de vida alta e 17,3% acreditam ter essa condição como baixa, o que chama a atenção, especialmente agora em que as pessoas são obrigadas a ficarem em casa para evitar a contaminação pela covid-19.

Economias

Em um país como o Brasil, que não é conhecido por consumidores que poupam, cerca de 59,8% dos 108 entrevistados tiveram que recorrer as suas economias durante a pandemia. Apenas 11% informou que não possui economias.

Este resultado mostra a importância de guardar dinheiro para situações emergenciais, sendo um bom exemplo a ser apresentado e seguido futuramente, pós-pandemia.

Pandemia no Brasil

A covid-19 avançou pelo mundo desde o seu surgimento, em dezembro de 2019, na China. No dia 11 de abril a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou estado de pandemia e orientou os países a conterem o avanço do coronavírus.

No mesmo mês, no Brasil, o Senado aprovou, por unanimidade, o projeto de decreto legislativo que reconhecia o estado de calamidade pública no país. Por meio deste decreto a União autorizou a elevação de gastos públicos e o não cumprimento da meta fiscal prevista para este ano, sendo possível destinar recursos para combater os efeitos do coronavírus no país.

Diante desse cenário, nos últimos dois meses, os consumidores brasileiros passaram a enfrentar os problemas decorrentes da pandemia, como o desemprego, que já atingiu mais de 12 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a dificuldade de pagar pelos serviços essenciais, como vimos nesta pesquisa no estado do Rio.

Preocupado com o impacto da covid-19 na vida financeira dos consumidores, o Grupo Euroconsumers, do qual a PROTESTE faz parte, também realizou a mesma pesquisa em outros quatro países (Bélgica, Itália, Espanha e Portugal) com o objetivo de entender quais foram os maiores impactos, perdas e mudanças para os consumidores.

Leia também

Deixe seu comentário()

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.