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Babás eletrônicas com wi-fi não passam no teste

Com problemas de instalação e de segurança, aparelhos modernos não são boas escolhas. Melhor apostar nos modelos convencionais.

02 agosto 2017 |
Bebê
Quem tem bebê em casa sabe que babá eletrônica é um auxílio luxuoso. Com elas, os pais podem dormir com mais tranquilidade. Afinal, ao primeiro sinal de choro, o aparelho apita para avisar aos responsáveis que está na hora de entrar em ação. Mas atenção: não dá para confiar em qualquer modelo.  Foi o que provou o teste da PROTESTE, que avaliou oito tipos, sendo que dois com wi-fi. Há até bons produtos com preços justos – como o Motorola MBP622, melhor do teste, e o Vtech VN311, nossa escolha certa –, mas é preciso pesquisar muito. É que constatamos que, infelizmente, há uma carência de aparelhos realmente completos, que tenham um receptor próprio de imagem  de som específico para o produto, funcionando tanto com quanto sem wi-fi. Existem ainda casos como o dispositivo MBP36S, da Motorola, que vem com um plugue de tomada fora do padrão brasileiro, o que é ilegal.
A situação ainda fica pior se considerarmos apenas os aparelhos com wi-fi, que, na teoria, seria melhores, pelo comodismo da opção pelo monitoramento por Internet. Só que não! Os dois testados não são sequer recomendados para a compra. Isso se explica pelos vários problemas graves verificados durante o teste, como os de instalação, de uso e de segurança da informação. Com o modelo Foscam Fosgobaby, por exemplo, o app do celular não emite um som em caso de perda de sinal com a câmera, o que é um risco, se a casa ficar sem Internet no meio da noite. E mais: se a pessoa atender uma ligação, ou fizer o uso do parelho pra qualquer outro fim, perderá o monitoramento. Ou seja, quem optou pelo produto precisa de um celular ou tablet só para essa função. E a Fisher-Price BB301? Entre as falhas que apresenta, a mais grave está no sensor de movimento, que inexplicavelmente emite um alarme pela câmara – e não pelo receptor (celular ou tablet), como deveria ser. Do jeito que é, o bebê pode acordar assustado, ao se virar na cama. 
Com hackers atuando diariamente em todo o mundo, usar aparelhos com Internet requer cuidados, tal como criar uma senha forte e criptografada, com números e símbolos, e alterá-la com frequência. E é necessário que o consumidor tenha muito cuidado para quem dá a senha do wi-fi e a do app da babá eletrônica. Os próprios fabricantes dos aparelhos podem usar as informações do servidor, já que os termos de uso não especificam o que ocorrerá com os dados e permitem que a criptografia seja desligada.

Escolha certa

 
Saiba mais sobre os modelos recomendados
 
Na avaliação da PROTESTE, os modelos com wi-fi são mais câmeras de monitoramento adaptadas para serem usadas como babás eletrônicas do que propriamente dispositivos voltados para a função específica de vigiar crianças. Por isso, recomendamos fortemente os aparelhos tradicionais. O que teve o melhor desempenho em nosso teste foi a Motorola MBP622 e o melhor custo-benefício, a Vtech VM311. Com manual claro e didático, o primeiro é fácil de instalar, possui boa imagem e captação de som. Oferece ainda aviso sonoro no receptor, em caso de perda de sinal, e boa movimentação da câmara, além da possibilidade de ser instalado na parede. O segundo também é bem versátil, oferecendo a função talk e de tocar música, mas com preço inferior. Tem o melhor cabo ode alimentação entre os produtos testados e seus recursos são fáceis de utilizar.  Ou seja, optando por qualquer um dos dois, você estará bem. E o seu bebê seguro. Veja abaixo o resultado geral do teste:

Tabela

 

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