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Golpe do azeite: saiba como não cair

Especialistas da PROTESTE orientam consumidores sobre como identificar fraudes e como escolher o produto mais saudável

04 outubro 2022 |

A PROTESTE é líder quando o assunto é teste de produtos e serviços, e o azeite é um de nossos focos. Desde 2002 monitoramos esse ramo. Em 2018 realizamos um estudo com mais de 70 marcas. No ano seguinte, uma nova análise foi elaborada com 49 novos lotes de produto, para falar de algumas pesquisas recentes. É o que mostra as matérias da BBC News Brasil, Jornal O Globo e do site UOL

Nossos testes

Em 17 anos, nós realizamos nove rodadas de testes que levaram em conta diversas marcas de azeite disponíveis no mercado. Para  Fernanda Taveira, especialista PROTESTE: “Podemos perceber que, com o avanço da fiscalização, houve uma redução no número de fraudes", diz.

Em nossas análises os produtos são adquiridos através do método cliente oculto. Não aceitamos amostras grátis. Os laboratórios responsáveis são acreditados pelo Ministério da Agricultura (Mapa) e pelo Conselho Oleícola Internacional (COI).

Quais são os tipos de azeite?

São três tipos mais comuns: o azeite de oliva extravirgem, o virgem e o tipo único. Há também, o óleo de bagaço de oliva, extraído, por meio de solventes, do resíduo da extração do azeite de oliva. Outros dois encontrados no mercado são os azeites não filtrados, que contém resíduos de matéria orgânica, e monovarietais, extraídos de uma única variedade de azeitona.

Fraude mais comuns

O Azeite de oliva é extraído, por processamento, do fruto da oliveira (Olea europaea L.), a azeitona. Para que seja considerado, de fato, como tal – não pode apresentar nenhum tipo de mistura com qualquer outro óleo vegetal.

Por ser um produto de alto valor agregado, a fraude mais comum é a adição de outros tipos de óleos de menor valor ao azeite, por exemplo, o óleo de soja. A mescla com outros óleos vegetais, caracteriza a adulteração. Configura-se como ilegal quando não há comunicação da marca via rotulagem.

Perigos para a saúde?

A ingestão do óleo adulterado, não apresenta um perigo direto à saúde de quem o consome. No entanto, por não conter os nutrientes próprios do produto original, o consumidor é impossibilitado da ingestão dos diversos nutrientes e benefícios alimentares que vem do azeite. Como, por exemplo, os ácidos graxos insaturados, principalmente ômega -9, antioxidantes naturais e vitamina E.

O que fazer na hora da compra? 

Na hora de adquirir um azeite:

1. Olhe o rótulo. Leia o rótulo!

2.Opte pelas embalagens escuras – o que garante a não oxidação do produto;

3. Veja a data de fabricação do produto;

4.Verifique se o produto é envasado e produzido no mesmo país;

O que avaliamos em nossos testes

Fraudes

Para avaliar possíveis fraudes, utilizamos diversas análises. Entre elas, estão a quantidade de ceras (ésteres que estão presentes na pele das azeitonas e indicam a genuinidade de um azeite), estigmastadieno (detecta a presença de azeites vegetais refinados em azeites de oliva extravirgem), eritrodiol e uvaol (indicadores do tipo de extração do óleo), além da composição em ácidos graxos e esteróis (mostram se houve a adição de outros óleos ou gorduras).

Rotulagem

Verificamos se os rótulos continham todas as informações exigidas pela legislação.

Acidez

Saber a acidez do azeite é um indicativo do estado de conservação do produto. Calculamos a quantidade de ácidos graxos livres (expressa em porcentagem de ácido oleico).

Conservação

Para calcular o estado de conservação dos azeites, examinamos o índice de peróxido, o qual verifica a oxidação inicial do azeite e sua deterioração. Também fizemos uma análise espectrofotométrica, que avalia a absorção da radiação ultravioleta em determinado comprimento de ondas, para ver se há a presença de dienos e trienos conjugados (compostos que podem ser formados durante a estocagem, fornecendo informações sobre a conservação).

Qualidade

Para medir a qualidade do azeite, analisamos a presença de umidade, impurezas (sujidades e outras substâncias estranhas), metais e ésteres metílicos e etílicos (verificamos a formação desses compostos e suas interações com o azeite de oliva extravirgem). Além disso, a análise espectofotométrica, citada assim, também informa sobre a identidade do azeite e as mudanças causadas durante o processamento.

Análise sensorial

Realizada com degustadores treinados pelo COI para identificar a qualidade das amostras a partir da cor, do sabor e do odor, diferenciando os azeites em relação à composição e qualidade. Os profissionais têm capacidade de detectar eventuais problemas graves, como fraudes. Eles receberam as amostras de forma padronizada, com a mesma quantidade para cada marca, apenas identificada com um código aleatório.

Conheça a PROTESTE

Nossa missão é proporcionar a melhor experiência para o consumidor e nossos associados. Além de contribuir socialmente por meio de ferramentas educativas. A Escola do Consumo é uma plataforma que promove cursos, diálogos, experiências com o intuito de tornar suas escolhas mais conscientes e assertivas.

A PROTESTE oferece o canal Reclame, que está disponível para você encaminhar sua reclamação contra um fornecedor de produto ou serviço. A mensagem é enviada para a empresa e a resposta chega na própria plataforma, em busca de uma solução para seu problema. Os associados possuem o auxílio de nossos especialistas em defesa do consumidor. Acesse o site ou ligue para 4020-7753.


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