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Concreto Rosa e a busca pela igualdade de gênero
Na Semana Proteste em homenagem às mulheres, conheça a história da fluminense Geisa Garibaldi, que criou uma empresa de reparos e obras realizadas por e para as mulheres
12 março 2020 |

Dos serviços domésticos elencados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, em 2017, apenas a manutenção da casa e a execução de pequenos reparos foram majoritariamente assumidos pelos homens. Embora as mulheres dominem as demais tarefas domésticas, elas ainda são minoria quando se trata de elétrica, hidráulica, pintura e obras no geral. E foi a partir desta constatação que Geisa Garibaldi criou a Concreto Rosa (www.concretorosa.com.br) no Rio de Janeiro, mais um exemplo de transformação do mercado que a PROTESTE traz na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. 

"Somos uma empresa que pensa na inserção das mulheres na área da Construção Civil, um ambiente que ainda não apresenta tantas oportunidades para mulheres. A grande indústria, no entanto, já começa a pensar na igualdade de gênero - um dos 17 objetivos das Nações Unidas para transformar o mundo", diz Geisa.

A Concreto Rosa realiza desde pequenos reparos do dia a dia, até projetos de arquitetura, oficinas e, em breve, cursos de capacitação. "São serviços prestados prioritariamente para mulheres e feito por mulheres."

A inspiração para a criação da Concreto Rosa veio do gosto pelo trabalho braçal e do exemplo da mãe, que sempre cuidou da casa. "Ela resolvia todos os problemas, desde a realização de pequenos reparos até levantar o próprio barraco de madeira". 

Geisa fez um curso profissionalizante na área e, com "vontade e fé", criou a Concreto Rosa em 2015. "A empresa surgiu de uma ideia na cabeça e uma vontade incansável de usar o meu trabalho como uma forma de ativismo também. Estamos conseguindo", disse em entrevista à PROTESTE.  

 

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