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Nissan sem assistência
Esta reclamação é pública
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w. R.
Para: Nissan
No dia 31/10/2025, levei meu Nissan Kicks 1.6 16V SL XTRONIC 2024/2024 à Tokio – Mega Store Zona Norte para realizar a revisão de 10.000 km. Ao final do serviço, questionei se estava tudo em perfeitas condições com o veículo. Inclusive, ressaltei especificamente minha preocupação com o sistema de freios, e fui informado de que estava tudo normal. Entretanto, no dia 28/11/2025, menos de um mês após a revisão, três luzes de advertência acenderam espontaneamente no painel, acompanhadas de um aviso. Foram elas: • Triângulo amarelo com exclamação (falha no sistema); • Ícone de colisão frontal (dois carros em amarelo); • Luz amarela do sistema de frenagem, além do aviso informando que o suporte de colisão frontal estava desativado. Após consultar o manual do proprietário e pesquisar na internet, identifiquei que os sintomas poderiam estar relacionados a falhas no sistema ABS. Após o acendimento dessas luzes, o veículo perdeu o auxílio de rampa, passando a se mover sozinho em subidas ou descidas ao retirar o pé do freio, como se estivesse em ponto morto. Durante a pesquisa, encontrei diversos relatos de outros proprietários do Nissan Kicks, incluindo a seguinte informação: “O módulo que controla os freios ABS e airbag é o principal alvo de reclamações dos donos do Kicks. Em alguns relatos, os proprietários dizem que as luzes acendem no painel sem qualquer motivo plausível. Segundo alguns clientes, as concessionárias chegam a cobrar até R$ 20 mil para reparar o problema.” Imediatamente informei o vendedor Diego (que atualmente não trabalha mais na loja) e, por indicação, entrei em contato com o consultor técnico Jardel, que solicitou que eu levasse o veículo à concessionária para verificação. Contudo, dois dias depois, as luzes se apagaram sozinhas. Como eu teria uma viagem a trabalho entre 05/12/2025 e 27/12/2025, considerei, de forma equivocada, que o problema havia sido resolvido. Ainda assim, pedi para minha esposa monitorar o carro e, se necessário, levá-lo à concessionária. No dia 14/12/2025, o problema se agravou. Minha esposa estava manobrando o veículo em uma rua íngreme quando, segundo seu relato, o carro perdeu o freio, fazendo com que ela não conseguisse evitar a colisão com um poste. A batida foi de baixa intensidade, pois o veículo estava apenas sendo manobrado, mas resultou em amassado no capô, quebra de parte da grade frontal, danos ao friso decorativo do para-choque e amassamento da placa de identificação, tudo isso sem acionamento do airbag, uma vez que o impacto ocorreu apenas pelo peso do veículo. Acredito plenamente no relato da minha esposa, pois não há indícios de falha humana. Caso houvesse aceleração indevida ou impacto em marcha ré, poderia haver dúvidas, mas, diante do histórico de falhas eletrônicas e do ocorrido, tudo indica uma possível falha mecânica ou eletrônica no sistema de frenagem. Por segurança, pedi que minha esposa não utilizasse mais o carro. Acionamos o seguro e, no dia 19/12/2025, o veículo foi levado de guincho à concessionária. Abrimos um protocolo junto ao SAC 00340110 da Nissan e obtivemos um carro alugado por apenas 4 dias, até a conclusão da análise. No dia 29/12/2025, ao solicitar uma posição, fui informado de que a montadora ainda não havia se manifestado. Somente em 06/01/2026, o consultor Jardel entrou em contato informando que o veículo poderia ser retirado, alegando o seguinte parecer da Nissan do Brasil: “A análise do veículo pelo corpo técnico da Nissan do Brasil, via Tech Line (ID da chamada: 786564) ordem de serviço 8170, concluiu que o veículo e seus componentes não apresentaram evidências de falha ou vício oculto que levassem à ocorrência do incidente reportado. O sistema de frenagem do veículo, composto pelo pedal de freio, pinças, tubulações e demais componentes, estava operante. Foram extensivamente verificados e apresentaram correto funcionamento. Diante dessas informações, iremos realizar a entrega do veículo ao cliente.” Ao comparecer à concessionária, solicitei os laudos técnicos e relatórios de teste, porém o chefe dos mecânicos, Anderson, informou que tais documentos só poderiam ser fornecidos mediante solicitação judicial, citando que a comunicação entre a concessionária e a montadora é sigilosa, fornecendo apenas o número da ordem de serviço 8170. Ressalto que em nenhum momento acompanhei qualquer teste, deixando o veículo exclusivamente sob a responsabilidade, confiança e profissionalismo da concessionária, verifiquei que rodaram com o carro 22km, encontrando dentro do carro um envelope de igreja, desta forma, fiquei me perguntando como usaram o carro e quais foram os reias teste, pois deu a impressão que usaram meu carro para fins próprios, pois a bolacha de indentificação numero 13, encontrei em baixo do banco, todas essas provas se encontram comigo. Como consequência, adquiri um veículo no valor de R$ 154.000,00, que hoje está avaliado em aproximadamente R$ 117.000,00 pela tabela, sofrendo desvalorização significativa em razão dessa ocorrência. Além disso, terei que arcar com R$ 5.951,00 em reparos (conforme orçamento da Tokio – Mega Store Zona Norte), sem contar os gastos com aplicativos de mobilidade durante o período de análise e a perda de valor pelo fato de o carro não ser mais original após a avaria. Este é o segundo veículo adquirido na concessionária, o primeiro foi usado e o segundo, zero quilômetro. Inclusive, estávamos avaliando a troca pelo novo Nissan Kicks, porém, diante da falta de suporte e posicionamento da montadora, estou plenamente insatisfeito com a Nissan. Gostaria de uma solução amigável para não precisar recorrer aos meios legais. Dessa forma, solicito que o veículo seja devidamente reparado e que me seja concedido um bônus comercial, a ser utilizado em uma futura troca por outro veículo da montadora, de modo a amenizar a desvalorização sofrida.