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Construtora não assume vício oculto

Israel Grado Engenharia e Construção LTDA

Esta reclamação é pública

RECLAMAÇÃO:

T. S.

Para: Israel Grado Engenharia e Construção LTDA

10/02/2026

No dia 09 de janeiro de 2026, meu escritório/estúdio (uma edícula recém-reformada) foi severamente alagado durante a madrugada devido ao desacoplamento da mangueira de um filtro de água. O incidente destruiu o forro de gesso, danificou marcenaria, pintura e carpetes, interrompendo minhas atividades profissionais há mais de um mês. Contratei originalmente a Grado Engenharia (Israel Grado) para a administração e execução da obra. No entanto, durante a execução, a empresa Edifitek Construtora (Tyago Lira) passou a figurar ativamente na gestão. A logomarca da Edifitek aparece em documentos oficiais de acompanhamento da minha obra (mapas de cotação, relatórios mensais) e o próprio dono da Edifitek esteve presente no ato de entrega da obra, demonstrando que atuavam como uma única entidade técnica na época. Agora, no momento de assumir a responsabilidade, tentam se dissociar. A edícula é abastecida com água diretamente da rua (rede pública), sujeita a altas variações de pressão, especialmente à noite. A norma ABNT NBR 5626 determina expressamente que, em sistemas de abastecimento direto, devem ser tomadas precauções para proteger os componentes contra pressões excessivas. As construtoras ignoraram essa premissa básica de engenharia. O projeto e a execução foram entregues sem os dispositivos de proteção necessários (como Válvula Redutora de Pressão - VRP) na infraestrutura hidráulica, expondo os equipamentos a riscos previsíveis. Uso de Peças Inadequadas: Além da falta de proteção na rede, foi constatado que a instalação do ponto hidráulico na parede foi realizada utilizando um adaptador "universal" (genérico) de plástico, e não as peças originais e robustas adequadas para suportar a pressão da rede pública. A instalação dessa peça frágil pela equipe da obra, somada à ausência de proteção contra variação de pressão, foi a causa determinante do vazamento. Ao serem acionadas, a postura foi inaceitável. A Grado alegou não ter recursos. Já a Edifitek teve a audácia de me enviar um orçamento (Proposta 365/26) cobrando R$ 20.083,60 para consertar os estragos que eles causaram. Nesta mesma proposta, a Edifitek cobra a instalação de uma válvula redutora de pressão, justificando por escrito que o item é necessário para garantir o "correto funcionamento e segurança do sistema". Ou seja: a própria construtora admite documentalmente que o sistema que me entregaram anteriormente NÃO tinha a segurança e o funcionamento corretos, confirmando a falha de origem na prestação do serviço. Diante da recusa da Grado em arcar com o prejuízo integral e da necessidade urgente de liberar meu local de trabalho, estou propondo uma composição amigável: Aceito arcar com metade dos prejuízos para encerrar a questão agora. Proponho que as empresas paguem o valor de R$ 12.500,00 (apenas 50% dos danos materiais diretos), e eu assumo o restante, abrindo mão inclusive dos lucros cessantes da minha empresa parada e danos aos equipamentos. Esta reclamação é uma última tentativa de resolver a questão sem acionar o Judiciário. A responsabilidade técnica é objetiva (Código de Defesa do Consumidor). Vocês entregaram uma obra insegura, com peças genéricas e sem proteção normativa. Assumam o erro e aceitem o acordo para reparação parcial, ou a discussão judicial envolverá perícia completa, danos morais e todos os prejuízos financeiros da minha empresa parada.

Solução esperada

  • Reembolso: R$ 12500,00