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C6 SABE QUEM NÃO DEVOLVEU O DINHEIRO — MAS COBROU DE MIM

Esta reclamação é pública

RECLAMAÇÃO:

L. R.

Para: C6 Bank

15/09/2026

Estou registrando esta reclamação porque, depois de meses tentando resolver o cancelamento de um financiamento de veículo, as próprias respostas do C6 passaram a demonstrar uma situação difícil de compreender. Solicitei o cancelamento logo no início da relação contratual. Em 05/06/2026 foi aberto o protocolo 202693801393, e o banco também foi informado de que a revenda estava se recusando a realizar o cancelamento. Essa negativa foi documentada e encaminhada. Mesmo assim, a operação permaneceu ativa. Ao longo dos meses, procurei Central, SAC, Ouvidoria e outros canais. Em outro atendimento, inclusive, fui informado de que o protocolo inicial havia sido encerrado/anulado sem solução. Depois surgiram diferentes justificativas. Em determinado momento, o C6 passou a sustentar que a contratação teria ocorrido presencialmente. Posteriormente utilizou a expressão “jornada comercial presencial”. Diante disso, organizei e encaminhei ao banco uma cronologia documental da contratação envolvendo o próprio C6: conversas por WhatsApp, nova simulação, aprovação da proposta, negociação das condições, informação das 60 parcelas de R$ 1.400, envio do link do C6 Auto por SMS e posterior formalização eletrônica da CCB. Depois que essas provas foram apresentadas, aconteceu algo bastante curioso. A resposta seguinte deixou de se concentrar na suposta presencialidade e trouxe outro fundamento. Segundo o próprio C6: “Os valores liberados não retornaram ao C6 Bank, motivo pelo qual a operação permaneceu ativa.” Então agora temos uma informação objetiva. Segundo o próprio banco, a operação continuou porque os valores não foram devolvidos pela revenda. O problema é que eu não sou a revenda. Mais importante: o C6 já sabia que a revenda estava se recusando a realizar o cancelamento. Mesmo assim, quem sofreu todas as consequências fui eu. A revenda não devolveu os valores. Quem continuou com a dívida? Eu. Quem recebeu cobranças? Eu. Quem passou a receber cobranças terceirizadas? Eu. Quem teve o nome negativado? Eu. Quem agora precisa lidar com medida judicial envolvendo o veículo? Eu novamente. Inclusive possuo comprovante da negativação realizada pelo BANCO C6 S/A, referente à obrigação com vencimento em 02/07/2026. A situação ficou bastante simples de resumir: Quando o C6 precisa explicar por que o dinheiro não retornou, aponta para a revenda. Quando chega a hora de cobrar as consequências, a revenda desaparece e sobra o consumidor. Também considero preocupante a mudança de fundamento ao longo do caso. Antes, o problema seria a contratação presencial ou a “jornada comercial presencial”. Depois que apresentei documentação demonstrando a cronologia da negociação e formalização remota, a justificativa passou a ser que a revenda não devolveu os valores. O fundamento muda, mas o resultado permanece sempre o mesmo: o contrato continua ativo e o consumidor continua suportando todas as consequências. Por isso, solicito respostas objetivas: O C6 confirma que a operação permaneceu ativa porque os valores não retornaram da revenda? O C6 confirma que já tinha conhecimento e documentação demonstrando que a revenda estava recusando o cancelamento? Depois de receber essa informação, o C6 cobrou formalmente da revenda a devolução dos valores? Em qual data, por qual canal e sob qual protocolo? Qual foi a resposta da revenda ao C6? Quais providências o banco tomou após saber que a revenda recusava o cancelamento? Por que a ausência de devolução atribuída pelo próprio C6 à revenda resultou em cobrança e negativação contra o consumidor? A justificativa de “jornada comercial presencial” continua sendo sustentada ou, após as provas apresentadas, a justificativa atual passou a ser a falta de devolução dos valores pela revenda? Não considero suficiente uma nova orientação para que eu procure a revenda. A revenda já foi procurada. A revenda recusou. A negativa foi documentada. O C6 foi informado. E agora é o próprio C6 que afirma que a operação permaneceu ativa porque os valores não retornaram da revenda. Portanto, o que falta explicar é bastante simples: Se o C6 já identificou quem não devolveu o dinheiro, por que dívida, cobrança, negativação e processo continuam recaindo sobre o consumidor que pediu o cancelamento? Espero uma resposta específica e individualizada. Caso novamente não exista solução ou sejam apresentadas apenas respostas padronizadas que não enfrentem essas perguntas, solicitarei o auxílio da equipe de Defesa do Consumidor da PROTESTE para análise do caso.

Solução esperada

  • Danos morais/materiais