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Alise os cabelos sem trazer riscos à saúde

25 fevereiro 2014

25 fevereiro 2014

Não faltam técnicas de alisamento nos salões de beleza. Mas, será que você tem noção de que produtos andam colocando na sua cabeça e de quais são os seus reais efeitos? Tire, a seguir, todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Escova progressiva, inteligente, definitiva e por aí vai. Em primeiro lugar, é importante esclarecer que alisar o cabelo significa quebrar, de forma temporária ou permanente, as ligações químicas que mantêm a estrutura do fio em sua forma original. Diante disso, antes de qualquer procedimento químico, a dica principal é fazer o teste da mecha, ou seja, a aplicação do produto em alguns fios para se certificar que a fibra vai suportar o processo. Mesmo assim, é fundamental conhecer como agem e quais são os riscos que envolvem os alisamentos.

 

Secador e chapinha

Os fios molhados sofrem uma quebra das ligações químicas da queratina, permitindo a abertura temporária da estrutura da fibra. Com a desidratação rápida pelo secador, o cabelo se mantém liso. Já a aplicação da prancha quente molda a camada exterior da fibra. O uso inadequado dos acessórios pode causar ressecamento, quebra e até queimadura dos fios.

 

Escovas definitivas

As mais utilizadas são à base de hidróxidos e de tioglicolatos. Para tirar o efeito da escova, apenas cortando o cabelo. O retoque da raiz é feito conforme o cabelo for crescendo.Os hidróxidos de sódio e de guanidina são os alisantes mais potentes e indicados aos cabelos afro-étnicos. Já os tioglicolatos de amônio ou de etanolamina, embora mais caros, são os mais procurados no Brasil por serem mais suaves. Esses alisantes podem danificar os cabelos, além de causar queimaduras no couro cabeludo e até cegueira se atingir os olhos. Eles também não são compatíveis entre si.

 

Escovas progressivas

Ao ser aplicado nos cabelos, o produto forma um filme endurecedor ao longo do fibra, impermeablizando-a pela ação do calor do secador e da chapinha. O procedimento alisa os fios ondulados e reduz o volume dos crespos e armados. O efeito dura de dois a três meses, dependendo do tipo e da textura do cabelo e do número médio de lavagens. A longo prazo, os fios tornam-se mais suscetíveis a quebras. O uso do formol, acima do percentual autorizado (0,2%), pode causar queda dos cabelos e danos irreversíveis ao organismo.

 

Henê

Ele tem princípio ativo derivado de polifenóis, como ácido tânico e gálico ou pirogalol, que é responsável por tingir os cabelos, deixando-os mais escuros a cada aplicação. A ação ocorre externamente, criando uma proteção química. Por isso, o produto não é compatível com nenhum tipo de alisante. Além disso, não possibilita que os fios sejam descoloridos ou tingidos, porque sofrem uma quebra química e acabam derretendo.

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