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20 outubro 2017
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20 outubro 2017
O mercado oferece diversas opções desse produto com diferentes princípios ativos. Veja o que considerar na hora da compra. 

Existem muitas formas de nos protegermos contra mosquitos. Uma delas é o repelente tópico, bastante procurado durante epidemias de Dengue e Zika, e por quem vai viajar para regiões como praias, campo e mata fechada.  

Repelentes tópicos podem ser sintéticos ou naturais. Eles atuam formando uma camada de vapor com odor repulsivo aos insetos sobre a pele. Os repelentes tópicos disponíveis no Brasil podem ser encontrados como aerossol, gel, loção ou spray e apresentar diferentes princípios ativos: DEET, Icaridina e IR3535. Portanto, anote algumas informações que você deve considerar na escolha. 

1) Compre um produto de acordo com o perfil de quem vai utilizá-lo. Crianças entre 6 meses e 2 anos requerem produtos específicos. 

2) Repelentes à base de DEET não podem ser utilizados em bebês menores de 2 anos e são contraindicados para grávidas.

3) Repelentes à base de IR3535 podem ser usados por gestantes e crianças de 6 meses a 2 anos, porém com cautela. Na dúvida, consulte o pediatra.

 

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4) No caso dos repelentes à base de icaridina, respeite as versões para adultos e crianças. 

5) Todos os repelentes podem apresentar algum grau de toxicidade e causar reações indesejáveis, principalmente alérgicas. 

6) Entre os ativos repelentes, o IR3535 é o menos tóxico. Na sequência, temos a citronela, a icaridina e o DEET.

7) Protetores solares que contenham repelentes são desaconselhados. Isso porque, os repelentes reagem com os protetores, que acabam tendo sua ação reduzida. Se necessário, aplique primeiramente o protetor solar, aguarde a absorção completa do produto pela pele (cerca de 20 minutos) e, então, passe o repelente. 

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8) Diversos estudos já mostraram que os repelentes ultrassônicos não são eficazes, assim como dispositivos elétricos luminosos com luz azul. A luz atrai qualquer inseto, mas não evita as picadas, visto que as substâncias produzidas pelo nosso corpo, como o suor, podem ser mais atraentes aos mosquitos do que a luz. Em 2015, realizamos um teste com aplicativos para celulares que prometem afastá-los. No entanto, os resultados mostraram que não são capazes de repelir o mosquito da dengue nem o pernilongo comum. 

9) Já as velas, como a de citronela, só têm ação quando aplicadas por horas contínuas e bem antes de você se expor ao ambiente. Podem diminuir o número de insetos, porém não os afastam completamente. Portanto, não tem ação repelente suficiente para que seu uso isolado seja recomendado. Além disso, deixar uma vela acesa em um cômodo da casa sem supervisão (como em um quarto de criança, enquanto ela dorme) pode ser perigoso pelo risco de incêndio.

10) Quanto aos repelentes caseiros, existe uma série de receitas para passar sobre a pele e borrifar no ambiente. A grande maioria é à base de álcool com óleos naturais, como óleo de cravo, eucalipto e citronela. Apesar de alguns óleos naturais apresentarem ação repelente, são compostos muito voláteis (ou seja, evaporam muito rápido) e, por isso, têm um curto período de ação. As receitas caseiras podem ser úteis para evitar picadas de borrachudos nas regiões de praia, contudo não devem ser utilizadas para a proteção contra o mosquito da dengue. 

 

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