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Remédios para emagrecer: pouco saudáveis

31 outubro 2012

31 outubro 2012

Medicamentos podem provocar vários efeitos colaterais e devem ser usado apenas em casos especiais.

Os remédios emagrecedores funcionam apenas como auxiliares no tratamento para perder peso e não ajudam a mantê-lo a longo prazo. Além disso, podem causar sérios efeitos adversos e devem ser indicados apenas aos pacientes realmente obesos, em que a combinação dieta e exercícios não surte mais resultados.

Para boa parte dos casos, reeducação alimentar e exercícios físicos já seriam suficientes.

 

Há riscos de dependência e automedicação

Esses remédios podem causar vários efeitos adversos. Em alguns casos, há também o risco de dependência causada pela automedicação. Por isso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em dezembro de 2011, cancelou os registros de remédios contendo anfepramona, femproporex e mazindol, permitindo a venda e a prescrição médica de apenas dois: o orlistate e a sibutramina.

Vendido com os nomes comerciais Xenical e Lipiblock, o orlistate é indicado apenas no tratamento a longo prazo quem tem índice de massa corporal (IMC) superior a 30, desde que também adotem uma dieta balanceada. Ainda pode ser prescrito em casos de sobrepeso, se houver algum fator de risco associado

A substância age no intestino, reduzindo em cerca de 30% a absorção de gordura pelo organismo. Ela pode provocar incontinência fecal, crises de diarreia e evacuações frequentes, se a pessoa continuar consumindo alimentos muito gordurosos nas refeições.

 

Cuidado com alimentação é fundamental

Já a sibutramina está disponível no Brasil como medicamento genérico ou similar. Ela age no sistema nervoso central, induzindo a saciedade e reduzindo o apetite. É indicado somente em casos de obesidade ou se existir algum risco associado. Nas duas situações, se recomenda uma dieta adequada e a prática de exercícios físicos.

Porém, na Europa, o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) lançou um sinal de alerta sobre o medicamento ao constatar que pacientes com doenças vasculares tinham 16% mais chances de ter paradas cardíacas, infartos e AVCs ao tomar sibutramina. Na visão desses especialistas, a perda de peso obtida com o remédio não compensa os efeitos colaterais.

Além disso, não está claro se o emagrecimento pode ser mantido quando o tratamento com a substância é interrompido. A partir de então, os medicamentos com sibutramina em sua fórmula tiveram prescrição e venda proibidas em toda a União Europeia e em vários outros países.


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