Especial

Planos de saúde são burocráticos e caros

Introdução

A PROTESTE analisou os contratos de adesão das 19 maiores operadoras do país em três aspectos:

Aspecto Condições Gerais Cobertura Hospitalar Cobertura ambulatorial

Itens avaliados

- Exclusões
- Cobertura para transplantes
- Abrangência geográfica
- Carência
- Burocracia

- Reembolso
- Hospedagem
- Atendimento domiciliar para urgências
- Taxas de co-participação em internações

- Reembolso
- Taxas de co-participação
- Desconto na compra de remédios

As informações foram levantadas a partir de questionários enviados para as empresas. Escolhemos ainda quatro perfis de consumo comuns:

  • Plano familiar: homem com 55 anos, mulher com 46 anos e filho com 19 anos.
  • Plano familiar: homem com 35 anos, mulher com 32 anos e criança com um ano.
  • Plano individual: mulher com 25 anos e direito a parto.
  • Plano familiar: mulher com 65 anos.

Antiga luta e uma das mais recentes vitórias da PROTESTE, a portabilidade de planos de saúde finalmente entrou em vigor – ainda que com algumas restrições. Com ela, é possível trocar de operadora sem ter que cumprir uma nova carência.

Com esse novo cenário, perguntamos aos nossos associados quais são as reclamações mais freqüentes e os principais motivos que os fariam trocar de plano. Confira.

Reclamações mais comuns

Preço alto: 17% dos entrevistados reclamaram do preço cobrado pelo plano. O valor médio das mensalidades no Rio de Janeiro é de R$ 272, chegando a R$ 300 em São Paulo. Há, porém, quem pague mais de R$ 400.

Relacionamento com o plano deixa a desejar: este problema é ainda mais frequente em São Paulo e nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que apresentaram as piores notas.

Burocracia atrapalha: a necessidade de autorização da operadora para procedimentos médicos é uma das principais reclamações. Há até casos em que associados tiveram negativa para atendimento de emergência, prática ilegal segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS).

Falta informação sobre a rede credenciada: 21% dos entrevistados alegou insatisfação com o descredenciamento de médicos sem aviso prévio pela operadora. Além disso, há parcela expressiva que nunca recebeu o guia da rede credenciada.   

Razões para trocar de plano

  • Preço elevado da operadora atual
  • Rede de hospitais que não agrada
  • Rede de médicos credenciados
  • Abrangência geográfica do plano
  • Qualidade dos serviços oferecidos
  • Qualidade no atendimento ao cliente

A PROTESTE realizou uma pesquisa de mercado e de satisfação sobre os planos de saúde e confirmou o que os clientes desses serviços vivenciam: preços caros, condições restritivas, burocracia e relacionamento que deixa a desejar.

No entanto, eles são a saída para quem não quer depender dos serviços públicos de saúde. Por isso, e a pedido de nossos associados, nós testamos os planos individuais e familiares das 11 maiores operadoras do país para apontar os melhores do teste e as escolhas certas.

Confira agora as nossas conclusões. Aproveite também para avaliar seu plano de saúde de acordo com os critérios utilizados pela PROTESTE e veja se existem opções melhores.

 

Imprimir Enviar a um amigo