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Cesta de Natal: PROTESTE mostra que pode ser mais leve no seu bolso
Levantamos os preços de 15 produtos da ceia em 33 estabelecimentos, entre supermercados, hipermercados e atacadistas, nas Zonas Norte, Oeste e Sul da cidade do Rio de Janeiro, para ajudar você a economizar na hora da compra.
19 dezembro 2017 |
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Cerca de 47% dos cariocas afirmam que devem ter uma ceia menos farta neste fim de ano. Os motivos? Desemprego e a situação econômica ruim do estado. Isso é o que revela uma pesquisa com 500 entrevistados, realizada pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). E mais: 75% dos entrevistados pretendem gastar até R$ 350 com a ceia de Natal, 20% entre R$ 360 e R$ 450 e apenas 5% acima de R$ 500. Os itens mais procurados são peru/chester (35%), lombo/pernil (26%), bacalhau (17%), frutas (15%) e outros (7%).

Por conta desse cenário de crise, em que os servidores do estado são os consumidores mais afetados pelo atraso de salários, a PROTESTE foi às ruas para realizar um estudo de preços para o Natal. Nosso objetivo é ajudar você na sua decisão de compra dos itens mais procurados da cesta. Dessa forma, indicamos as lojas mais em conta e mais caras, possíveis economias para a cidade do Rio de Janeiro e ainda as variações de preço por produto.

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Vale destacar que o levantamento foi feito na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 1º a 06 de dezembro de 2017, por nossos colaboradores em campo. Visitamos 33 lojas físicas, entre supermercados, hipermercados e atacadistas, nas Zonas Norte, Oeste e Sul da cidade.

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Para a seleção da nossa amostra, pesquisamos os produtos mais ofertados nas lojas para a cesta de Natal. Assim, coletamos os valores de 15 itens, totalizando 303 preços. Cabe ressaltar que o levantamento não avaliou a qualidade dos produtos. Confira a lista dos produtos:

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Disparidade de preços é exorbitante

A pesquisa mostrou que há uma disparidade na cidade, chegando a valores exorbitantes. A maior variação percentual foi nas frutas cristalizadas, de 385%, na Zona Oeste. Isso quer dizer que, em cada 100 gramas, você pode pagar quase quatro vezes a mais. O preço mínimo do quilograma encontrado foi de R$ 7,20, máximo de R$ 34,95 e médio de R$ 19,27. A segunda maior variação foi no preço da ameixa seca sem caroço   244%. Para esse item, o menor custo identificado foi de R$ 14,99 por kg, máximo de R$ 51,55 por kg e médio de R$ 28,16 por kg.

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É fundamental ainda que você fique atento à variação de preços nos estabelecimentos no mesmo bairro e até na mesma rua. Para você ter uma ideia, em Botafogo, o abacaxi em calda Olé pode ser comprado por R$ 7,98 ou 11,87, ou seja, você pode ter uma economia de R$ 3,89. A distância do Prezunic, na Rua General Polidoro nº 260, é de apenas 700 metros para o supermercado Campeão, na mesma rua.

Dessa forma, identificamos as lojas mais baratas e mais caras por região, para cada produto pesquisado. O Azeite Andorinha apresentou a maior variação encontrada na Zona Norte, 52%, enquanto a menor foi de 38%, na Zona Oeste. No caso da ameixa seca sem caroço, se o consumidor optar em ir até o Intercontinental (R$14,99), em Copacabana, em vez de comprar no Prezunic (R$ 45, 93), em Botafogo, pode poupar até R$ 30,94 no preço do quilograma.

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A boa notícia é que verificamos que o peru temperado congelado Sadia possui um preço fixo de R$ 16,48 por quilo na maioria dos estabelecimentos, de todas as regiões. No entanto, é bom ficar de olho, porque ainda encontramos valores superiores em lojas da mesma região. Se você optar por comprar em um dos locais mais baratos encontrados na Região Sul, como Extra (Botafogo), Pão de Açúcar (Ipanema), Princesa (Copacabana) ou Zona Sul (Ipanema), no lugar do supermercado Zona Sul (Copacabana), pode economizar em torno de R$ 28,53, levando em conta que que o peso mínimo é de três quilos. 

Bacalhau mostrou variação de 125%

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No caso do bacalhau, é possível comprar dois quilos, em vez de um, e ainda ficar com um saldo no bolso de R$ 10,10. Para isso, basta você optar pelo Mundial (Botafogo) e evitar o Zona Sul (Ipanema ou Copacabana), já que encontramos uma variação de 125%. A castanha portuguesa é outro item que pode ser comprado na quantidade de dois quilos pelo preço de um. Em todas as regiões pesquisadas, a variação foi acima de 100%. O preço máximo encontrado foi de R$ 60,00, enquanto mínimo foi de R$ 29,49, no Prezunic (Méier).

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Já o quilo do damasco seco mostrou a variação mais alta, de 228% na Zona Sul da cidade. O menor preço encontrado foi de R$ 26,59kg, ao passo que o maior, de R$ 87,12kg. Por outro lado, a maior variação no quilo de nozes com casca foi na Zona Norte, no mercado Rede Ultra (Tijuca), com custo de R$ 50,00 por quilo, à medida que no Assaí (Méier) foi de R$ 29,90.

O panetone, por sua vez, obteve uma maior variação na Zona Sul da cidade. O preço mais barato foi de R$ 16,90, e o maior, de R$ 21,99, uma variação de 30%. Na Zona Oeste, verificamos uma diferença de 4%. Quanto ao quilo do pão de rabanada, a discrepância de valores foi de 83%, na Zona Sul, com o menor preço de R$ 10,90, e o maior, de R$ 19,90.

A PROTESTE desenvolve, periodicamente, estudos de preço para ajudar você a economizar em todas as suas compras. Associe-se já!

No que se refere à variação mais alta do quilo do pernil desossado temperado Sadia, constatamos 74%, na Zona Sul. O menor preço, por sua vez, foi de R$ 22,98, e o maior, de R$ 39,90. E o pêssego em calda da marca Olé teve a maior variação na Zona Norte: no Rede Ultra (Tijuca), o preço era de R$ 9,90, e no Prezunic (Méier), de R$ 6,99.

Encontramos ainda variações em todas as regiões ao avaliar o preço do tender, um dos produtos mais procurados para a ceia. A maior diferença foi na Zona Oeste, de 50%. Dessa maneira, se você comprar no local mais barato, pode economizar até R$ 2 reais por cada 100 gramas do produto. Para finalizar, a uva-passa sem caroço é outro item que também não pode faltar na mesa de Natal, mas você pode comprar dois quilos pelo preço de um. Em todas as regiões pesquisadas, a variação foi acima de 100%: o preço máximo encontrado foi de R$ 34,93, no Prezunic (Méier), à medida que o mínimo, de R$ 14,90, no Supermarket (Recreio dos Bandeirantes).

Preço por região e por tipo de loja

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Na análise dos preços médios por região, em 47% dos produtos pesquisados, as maiores médias foram encontradas na região da Zona Sul, o que a classificou como a área mais cara da nossa pesquisa. Por outro lado, a Zona Oeste e a Norte mostraram as menores médias por produto para sete dos 15 itens.

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Em relação ao tipo de loja, em geral, os supermercados são mais caros do que os demais estabelecimentos (atacadista e hipermercado), porque possuem uma menor variedade de produtos. Desse modo, as maiores médias por produto (nove dos 15 itens) foram encontradas nos supermercados, ao passo que as menores, nas lojas atacadistas. Veja abaixo:

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Com base nos dados encontrados em nosso levantamento, vale reforçar a importância de fazer uma boa pesquisa de preços antes de sair às compras da ceia de Natal. E mais um ponto que você não pode deixar de lado nessa hora é sobre o local onde os preços de produtos e serviços estão expostos. Saiba que, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, eles precisam ser exibidos de forma clara e precisa nos estabelecimentos de venda. Dessa maneira, você deve tomar conhecimento do custo antes de efetuar a compra, para que possa refletir sobre seus gastos diários, principalmente sobre pequenas quantias. Afinal, para ter um Natal, realmente, feliz, você não deve acabar comprometendo ainda mais seu bolso nesses tempos de crise.

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