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Pesquisa avalia preços do prato mais popular do brasileiro: o prato feito

Em estudo recente PROTESTE analisa preços de refeições

02 junho 2022 |

Também conhecido como prato comercial ou prato executivo, o prato feito marca presença na vida de muitos brasileiros. Este tipo de refeição é a melhor opção para quem precisa almoçar fora de casa. Ele se caracteriza por ser uma refeição completa. Em geral, é composta por arroz, feijão, uma proteína e salada (verde ou de legumes). Pode, também, em alguns casos, ser acompanhado de batatas fritas. Difere em algumas regiões de Norte a Sul do país, mas, uma coisa é unânime: costuma ser a opção mais em conta dos cardápios de bares e restaurantes.

A pesquisa realizada pelo Centro de Competência de Produtos e Serviços da PROTESTE teve como principal objetivo comparar preços mínimos, médios e máximos de um prato feito nas principais regiões do Rio de Janeiro e São Paulo. Além dos veículos da PROTESTE, os resultados foram apresentados pelas Redes: Globo, no Jornal Bom Dia Rio, SP1, programa É de Casanas revistas Época Negócios e Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Pelo SBT NewsJornal da BandBalanço Geral RJ na Revista Isto é Dinheiro e Revista Exame
 
A partir dos resultados, a intenção é ajudar o consumidor a decidir qual o estabelecimento mais próximo de sua região de trabalho, estudo ou residência para realizar uma refeição mais em conta. E, claro, garantir aquela economia. O levantamento de preços foi realizado tendo por base a metodologia de cliente oculto, adotada pela associação.

Os valores foram reunidos entre os dias 01 e 07 de abril deste ano. Foram levantados 148 preços, distribuídos em 148 estabelecimentos, entre as Zonas Sul, Norte, Oeste, e Centro da cidade carioca. E no caso, das regiões paulistanas foram coletados 100 preços nas Zonas Sul, Norte, Oeste, Leste e Centro. Mais de um valor foi levantado no mesmo estabelecimento, sendo possível economizar no mesmo local – bastando trocar a proteína.

Preços por regiões cariocas

Centro (RJ)
O preço médio do prato, foi de R$22,83. O maior encontrado nesta região para a refeição foi de R$37,90, no Empório Rocco e Bistrô, e o mais barato foi de R$10,00, no Brasil Legal, ambos no centro da cidade. A diferença no valor de um para outro foi de R$27,90, sendo uma variação de 279%.

Zona Norte (RJ)
Aqui, o valor médio da refeição ficou em R$23,02. O preço máximo encontrado na região foi de R$39,90 no Botequim Gato Preto, no Grajau e o mínimo foi de R$14,00, em Vila Isabel, no Bar e Lanches Star Vila Isabel. A variação foi de 185%, com uma diferença de R$ 25,90.

Zona Oeste (RJ)
Dentre todas as áreas pesquisadas na capital carioca, esta foi onde se obteve os preços médios mais altos. O maior encontrado foi de R$40,00. Já o menor valor encontrado nesse setor da cidade ficou em R$12,99 – tornando a diferença em reais entre os pratos de R$ 27,01. Um fator que poderia explicar o maior valor em relação as médias é o fato de ser um pouco mais difícil se deslocar nessa região em decorrência de maiores distâncias.

Zona Sul (RJ)
Esta área ficou em segundo lugar em relação as médias mais altas para este estudo. A diferença entre os valores máximos e mínimos foi de 27,90, levando-se em consideração que o preço mais caro foi de R$39,90, enquanto o menor foi de R$12,00. A diferença na variação é de 233%.

Preços por regiões paulistanas

Centro (SP)
O maior preço encontrado no Centro para o prato feito foi de R$32,00, na Padaria e Confeitaria Palmeiras, na Santa Cecilia e no Churrasqueto, na República. Já, o preço mais em conta foi de R$13,90, na Pastelaria Princesa, localizada na Santa Cecilia. Entre esses preços, a diferença do valor de um prato feito foi de R$18,10, ou seja, uma variação de 130%.

Zona Leste (SP)
O preço máximo encontrado na região ficou em R$29,90, no Coffee Corner – Tatuapé. O mínimo foi de R$14,99, no Restaurante Lanchonete Montanha Dog, no mesmo bairro. A diferença representa uma economia de até R$328,02 no final de um mês. E o mais curioso: os restaurantes estão a apenas uma distância de 350 metros um do outro.

Zona Norte (SP)
O valor médio da refeição ficou em R$18,80. O preço máximo encontrado na região foi de R$25,90 no Griletto, no Tucuruvi e o mínimo foi de R$14,00, no Santana, no restaurante Nova Zuquim. A diferença entre os preços é de R$11,90. A economia no PF no bairro pode chegar à R$261,80.

Zona Oeste (SP)
A média da região ficou em R$20,13, enquanto o preço máximo, foi de R$25,90, encontrado no Montana Grill e no Griletto – Água Branca. O valor mínimo, foi de R$ 15,00 encontrado na Lanchonete da Barra e Lanchonete Rainha da Barra, localizada ambas na Barra Funda. No mês, a diferença pode chegar a R$239,80, levando em consideração 22 dias uteis

Zona Sul (SP)
A Zona Sul paulistana foi a região em que se obteve o preço médio mais caro dentro desta pesquisa. A diferença entre máximos e mínimos foi a menor encontrada, tendo em vista que o preço mais caro foi de R$25,00, enquanto o menor foi de R$17,00, ambos na Vila Mariana. A diferença do preço máximo e mínimo ficou em R$8,00, ou seja, uma variação de 47%, sendo essa a menor de toda amostra.

Visando o melhoramento da experiência do consumidor, bem como da nossa missão de auxiliá-lo para que ele alcance o melhor preço dentro de seu orçamento pessoal e tenha um consumo mais consciente e acessível à sua realidade, seguem algumas dicas dos especialistas da PROTESTE:

Se informe sobre Programas de Fidelidade.
Busque lojas que tenham algum sistema de recompensa. Muitos oferecem refeições no horário do almoço e disponibilizam um cartão para marcar o número de refeições. Uma vez completado dá uma refeição gratuita.

Faça um convênio entre sua empresa e um restaurante.
Em alguns estabelecimentos são oferecidos convênios com empresas para que seja oferecido desconto aos funcionários ou para grupos. É interessante ligar antes de ir ao estabelecimento para perguntar se já há essa facilidade.

Evite adquirir bebidas ou peça a água da casa.
Estudos apontam que a ingestão de bebidas durante uma refeição pode atrapalhar a digestão e, além disso, a bebida vira um gasto a mais, existe em algumas cidades a opção de pedir a água da casa, a lei no Rio de Janeiro está em vigor desde 2015. 

Passeie mais pela região.
Nas áreas com maior concentração de empresas, os preços tendem a aumentar. Por isso, pode acabar compensando uma caminhada.

Consulte o garçom.
Muitas das opções mais em conta não estão ilustradas no cardápio. Converse com o garçom. 

Pesquise nos Apps de delivery
Tem várias opções e com preços mais diversificados, porém tem que ficar sempre atento ao frete.

Leve comida.
Sem dúvida, a melhor forma de economizar com almoços ou alimentação fora de casa, ainda é levar a sua própria marmita. Pensando nisso, criamos um ebook para te auxiliar no preparo de seus alimentos diários com dicas detalhadas sobre receitais saudáveis e montagem de marmitas. Saiba mais!

A PROTESTE, maior associação de consumidores da América Latina, busca melhorar as relações de consumo com dicas de economia, testes comparativos e informações sobre os direitos dos brasileiros.

Nossa missão é proporcionar a melhor experiência para o consumidor e nossos associados. Além de contribuir socialmente por meio de ferramentas educativas. A Escola do Consumo é uma plataforma que promove cursos, diálogos, experiências com o intuito de tornar suas escolhas mais conscientes e assertivas.

Visite também o blog Seu Direito e o site da Proteste, informe-se sobre as principais leis que compõem a legislação e evite problemas de consumo.

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