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PROTESTE mostra que furadeiras não desempenham bem a sua função e ainda podem dar choque.
01 set 2005Um dos principais itens desta avaliação foi um teste prático para avaliar o desempenho na perfuração de madeira, tijolo, concreto e ferro. Quanto mais o aparelho demorar para realizar um furo, maior será o consumo de energia, o esforço e o desconforto por conta do ruído. E em todas as superfícies, principalmente no concreto, o desempenho deixou muito a desejar. Algumas furadeiras nem sequer conseguiram iniciar o teste e outras ficaram inutilizadas logo no começo. Mais incrível é notar que as furadeiras que têm menos recursos e são mais baratas mostraram um desempenho muitas vezes superior ao dos aparelhos ditos “profissionais”.
No entanto, de nada adianta uma furadeira com bom desempenho se ela oferece riscos aos usuários. Com base nesse simples raciocínio, a PROTESTE fez o teste de segurança elétrica. E o resultado foi o pior possível. Seis dos nove modelos foram eliminados do teste – Kraft Tech, Bosch Super Hobby, Makita, DeWalt e os dois da Black & Decker. Todos permitem o contato dos dedos com o plugue no momento de inseri-lo na tomada, ou seja, o usuário pode levar um choque ao simplesmente tentar ligar o aparelho.
Como a maioria dos modelos testados foi eliminada por falta de segurança elétrica e, dos que sobraram, nenhum foi superior a “aceitável” na avaliação final, a PROTESTE não indicou um melhor do teste ou uma escolha certa. E devido ao significativo risco de choque elétrico, repetindo o resultado de testes anteriores com outros produtos, a PROTESTE notificou o DPDC, o Ministério Público, o Inmetro, a ABNT e os fabricantes.
Modelos avaliados – Black & Decker BH 100 e BH 300, Bosch Super Hobby e GSB 13 RE, De Walt DW 508 K, Eccofer Hobby, Kraft Tech ID10Q-S, Makita HP 1500 K e Skil 6425.